Kino-Pravda #1 - Dziga Vertov - 1922

 
Em frases como: "Está longe de ser simples mostrar a verdade, mas a verdade é simples" ou "Eu sou a máquina que revela o mundo para você como só eu sou capaz de vê-lo" o estilo Dizga Vertov se mostra.

Seus filmes são realmente singulares e universais como poucas obras foram até hoje.



 

Kino-pravda ou cinema-verdade teve uma repercussão tão positiva que seu legado ainda vive no eco do cinéma vérité (movimento francês dos anos 60) e mesmo após quando Vertov virou quase sinônimo de autenticidade na forma de contar histórias através de películas.

No Brasil do cinema novo certamente se faz presente a influência de Dziga Vertov, pois "uma idéia na cabeça e uma câmera na mão" não foge aos princípios do kino-pravda.


Vertov queria capturar "a verdade em filme", ​​isto é, fragmentos da realidade que quando organizados formam em conjunto uma verdade mais profunda que não pode ser vista a olho nu.
  
Focado em experiências cotidianas, às vezes com uma câmera escondida sem pedir permissão antes.

Os episódios de Kino-Pravda geralmente não incluem ensaios (exceção é o segmento sobre o julgamento dos revolucionários nas cenas da venda dos jornais nas ruas e as pessoas que lêem os jornais no carrinho que foram ensaiadas).

A fotografia é simples e funcional.

Vinte e três filmes da série foram produzidos ao longo de três anos e cada edição durou cerca de 20 minutos.

Histórias tipicamente descritivas que incluiu vinhetas e exposições, mostrando, por exemplo, a organização dos agricultores em comunas, o julgamento dos revolucionários, a fome no estado nascente comunista.

A propaganda também está presente, mas com sutileza. No episódio da construção de um aeroporto uma cena mostra tanques do ex-czar ajudando a preparar uma fundação com um intertítulo "Tanques na frente de trabalho."

Excelente filme de um diretor genial.

Mais informações: IMDb e Dziga Vertov

Assistir Kino-Pravda #1 de Dziga Vertov



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