O homem que sabia demais - The Man Who Knew Too Much - Alfred Hitchcock - Legendado - 1934

Essa história foi filmada por Hitchcock em duas ocasiões. A primeira é essa que está aqui, feita em 1934 e a segunda de 1956.

O filme inicia mostrando um casal inglês, Bob (Leslie Banks) e Jill Lawrence (Edna Best), e sua filha Betty (Nova Pilbeam), que estão passando as férias na Suíça. Louis Bernard (Pierre Fresnay), que é amigo do casal é morto por um tiro mas antes de morrer entrega a Jill a chave do seu apartamento e fala para que ela pegue um documento e entregue na embaixada britânica, mas o assassino temendo ser descoberto sequestra a filha do casal, levando-a para Londres.



 
Impossível falar desse filme sem dar a devida atenção ao fantástico Peter Lorre que encarna o chefe dos vilões. Aliás, vilões são uma tradição desse ator que nasceu no Império Austro-Húngaro, atual Eslováquia, em 26 de junho de 1904 e falecido na Califórnia nos Estados Unidos em 23 de março de 1964. Trabalhou em mais de uma centena de filmes onde se incluem vários clássicos como Crime e Castigo (1935), Casablanca (1942), O Falcão Montês - Relíquia Macabra (1941) e M (no Brasil denominado “M, O Vampiro de Dusseldorf”) de 1931 dirigido por Fritz Lang. Atuou também na primeira versão, ainda para a televisão, de Cassino Royale de 1954, quando fez o (de novo) vilão Le Chiffre, inimigo do James Bond.



A interpretação ímpar de Peter Lorre certamente foi influenciada por ter ele sido quando jovem, ainda em Viena, aluno de Sigmund Freud, o que aliado à sua dicção – esse foi seu primeiro filme em inglês - torna os diálogos ainda mais interessantes, como nas transcrições abaixo:

“Abbott: - Você sabe, para um homem com um coração tão mole quanto o meu não há nada mais doce do que uma cena comovente.
Bob: - Tais como?
Abbott: - Como um pai se despedir de seu filho. Sim, adeus pela última vez. O que poderia ser mais emocionante do que isso?”
Ou ainda:
“Abbott: - Diga a ela que em breve poderá deixar-nos para (fazer) uma viagem longa, longa. Como é que Shakespeare diz? "Daquela que nenhum viajante retorna". Grande poeta.”

Vincent Price certa vez disse em uma entrevista que quando ele e Peter Lorre foram ver o corpo Bela Lugosi durante o funeral, Lorre ao ver Lugosi estava vestido com a roupa de Drácula – personagem que o imortalizou - brincou: "Você acha que devemos enfiar uma estaca em seu coração?"

































Tela retirada da segunda versão feita por Hitchcock

Alfred Hitchcock nasceu em Londres em 13 de Agosto de 1899 e quando ainda tinha 16 anos - por volta de 1915 - estudou a obra de vários cineastas. Pouco tempo depois iniciou sua carreira no cinema britânico desenhando intertítulos para filmes mudos, e logo começou a desenhar cenários e escrever pequenos roteiros. Em uma viagem à Alemanha em 1920 ficou impressionado com o avanço técnico do cinema então produzido por lá. Chegou a desenhar cenários para Murnau em "Der Letzte Mann" (A última gargalhada) e conheceu de perto o trabalho de Fritz Lang. Essa visão tão próxima do expressionismo alemão logo no início de sua carreira marcou profundamente a obra desse mestre, sendo perceptível a influência que teve o movimento expressionista de cinema alemão na extensa obra de Hitchcock.












Leslie Banks ... Bob Lawrence
Edna Best ... Jill Lawrence
Peter Lorre ... Abbott
Frank Vosper ... Ramon
Hugh Wakefield ... Clive
Nova Pilbeam ... Betty Lawrence
Pierre Fresnay ... Louis Bernard
Cicely Oates ... Agnes (enfermeira)
D.A. Clarke-Smith ... O inspetor de polícia
George Curzon ... Gibson

Elenco completo aqui.


Assistir O homem que sabia demais - The Man Who Knew Too Much - on line

2 comentários:

  1. Descobri seu site por acaso.....e adorei.

    Parabéns.

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    Respostas
    1. Renato,

      Valeu a visita e comentário.

      Seus blogs são excelentes.

      Volte sempre e grande abraço.

      Maxx.

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