The Great Dictator - O Grande Ditador - Charles Chaplin - 1940 - Legendado

O filme começa ainda na Primeira Guerra Mundial, onde Chaplin é um soldado do exército da fictícia Tomânia, e durante uma batalha salva Schultz - Reginald Gardiner.

Depois de um acidente de avião Chaplin perde a memória e passa quase vinte anos internado. Durante esse tempo Adenoid Hynkel – Chaplin - ascende a grande ditador da Tomânia e juntamente com seus ministros Garbitsch - Henry Daniell - e Herring - Billy Gilbert - promove uma grande perseguição aos judeus.

Ainda com amnésia Chaplin (ex-soldado) retorna à barbearia no bairro de judeus e fica sem entender quando tropas quebram sua janela. Schultz reconhece o barbeiro e manda a tropa parar de importuná-lo.

Hynkel - assim como o ratinho da dupla Pink e Cérebro e o George Bush – quer dominar o mundo, o que dá origem a cena clássica dele brincando com um globo que estoura no final.

Muito legal também a disputa de Hynkel  e Benzino Napaloni - Jack Oakie, ditador da nação Bactéria, quando discutem um tratado onde os dois tentam mostrar sua superioridade terminando em grande e divertida confusão.

Schultz e o barbeiro escapam da prisão usando uniformes de oficiais e o barbeiro é confundido com o ditador Hynkel e ao mesmo tempo o verdadeiro Hynkel é preso por seus soldados. O barbeiro, agora na pele de Hynkel é levado para fazer um discurso de vitória e acaba fazendo um discurso de idéias democráticas.


Curiosidades:

O alemão falado pelo ditador é um completo disparate e foi feito de improviso no momento da filmagem e o idioma das lojas e cartazes no bairro judeu é o esperanto - língua criada em 1887 pelo Dr. Zamenhof, um judeu polonês.

Quando este filme foi lançado, Adolf Hitler o baniu da Alemanha e de todos os países ocupados pelos nazistas. Mas ele próprio acabou recebendo uma cópia não tendo sido registrada sua reação ao filme. Quando soube Charles Chaplin disse: "Eu daria tudo para saber o que ele pensou disso."


Este foi o último filme em que Charles Chaplin usou as vestimentas do vagabundo - o chapéu e bengala – que o imortalizaram.

Documentários sobre os bastidores do filme mostram que Chaplin começou a se sentir desconfortável com a sátira à Adolf Hitler na medida que ouvia falar das ações de Hitler na Europa. Quando aconteceu a invasão da França ele para mudou o final do filme para incluir seu famoso discurso.

A cena em que Charles Chaplin dança com o globo teve origem em um vídeo caseiro de 1928 onde ele também brincava de forma muito parecida.

Na Espanha o filme foi proibido até a morte do ditador Francisco Franco em 1975.

 



Este é o primeiro filme que Charles Chaplin interpreta um personagem que realmente está identificado pelo nome, pois ao Vagabundo raramente foi dado um nome, embora algumas vezes chamado de Charlie. O barbeiro neste filme permanece sem nome.

 


Durante a fala de Hynkel, existem vários termos em alemão utilizados. Os mais populares são "Wienerschnitzel" (um estilo vienense costeleta de vitela à milanesa), e "Sauerkraut" (uma espécie de repolho azedo). Outros são "Leberwurst" e "Blitzkrieg". Embora alguns outros enunciados vagamente se parecem com palavras em alemão, o discurso é realmente sem sentido.
 





Financiado integralmente por Charles Chaplin foi seu maior sucesso de bilheteria arrecadando cerca de US $ 5 milhões na época.

Elenco completo.

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Robin Hood - Douglas Fairbanks - Allan Dwan - 1922

Esse foi um dos filmes mais caros da década de 1920, com um orçamento estimado em cerca de um milhão de dólares.

A história começa com Earl de Huntingdon ganhando de Sir Guy de Gisbourne em um torneio. Logo após, Huntingdon junta-se o rei Ricardo Coração de Leão que está indo para as Cruzadas deixando seu irmão, o príncipe John, como regente. Mas o príncipe logo logo se mostra um tirano cruel. Instigado por Sir Guy, ele usurpa o trono de Ricardo.

Quando Huntingdon recebe uma mensagem de Lady Marian Fitzwalter dizendo-lhe o que aconteceu ele pede permissão para voltar a Inglaterra, mas.Ricardo nega-lhe a permissão.

Em uma emboscado armada por Sir Guy é preso como desertor. Após escapar ele retorna para a Inglaterra, arriscando sua vida por enfrentar o príncipe John na tentativa de restaurar o trono do rei Ricardo.

 

Adota o nome de Robin Hood e torna-se o defensor dos fracos e oprimidos liderando um bando que rouba dos ricos para dar aos pobres. Como parte do bando estão Frei Tuck, João Pequeno, Will Scarlet, e Alan-a-Dale. 

Com seus feitos aventureiros tornam-se uma complicação para o príncipe John e sua corte. Especialmente para o xerife de Nottingham

Após resgatarem Marian da prisão e derrotar Sir Guy em um confronto, Robin é capturado, mas o retorno do Rei Ricardo acaba sendo em boa hora.


Curiosidades

Esta obra ficou desaparecido por décadas, sendo dada como perdida, mas acabou redescoberta na década de 1960.

O título oficial do filme é "Douglas Fairbanks in Robin Hood."


Elenco

Douglas Fairbanks    ...  The Earl of Huntingdon / Robin Hood
Wallace Beery   ...         Richard the Lion-Hearted
Sam De Grasse ...         Prince John (as Sam de Grasse)
Enid Bennett      ...         Lady Marian Fitzwalter
Paul Dickey      ...         Sir Guy of Gisbourne
William Lowery    ...      The High Sheriff of Nottingham
Roy Coulson     ...         The King's Jester
Billie Bennett    ...           Lady Marian's Serving Woman
Merrill McCormick  ...   Henchman to Prince John
Wilson Benge   ...          Henchman to Prince John
Willard Louis   ...           Friar Tuck
Alan Hale         ...          The Squire / Little John
Bud Geary         ...         Will Scarlett (as Maine Geary)
Lloyd Talman   ...           Allan-a-Dale

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A Noite do Vampiro - Animação - Brasil - Alê Camargo - 2006

Excelente animação brasileira que mostra um vampiro tentando dormir, mas um terrível predador se aproxima. Quem já assistiu Nosferatu Eine Symphonie Des Grauens de Murnau (1922) vai perceber claramente como a animação é uma brincadeira, inspirada e bem feita, com raízes naquele filme. Tenho certeza que Max Schreck aprovaria.

Vale conferir.

Ficha Técnica
Produção Buba Filmes
Roteiro Alê Camargo
Animação Alê Camargo
Modelagem Alê Camargo
Pintura Digital de Cenários Camila Carrossine                  
           
Prêmios
3º Lugar no KAFI - Kalamazoo Animation Festival International 2007
2º lugar - Animação - Júri Técnico no Anima Mundi 2007
1º Lugar - Melhor 3D no AnimaSerra - Festival Nacional de Cinema de Animação de Teresópolis 2007
2º Lugar no Curta Votorantim 2007
Menção Honrosa no Festival de Animação de Gramado 2007
Melhor Vídeo Brasileiro no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual 2008
Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2007
Melhor Vídeo Brasileiro no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão 2007
Melhor Fotografia no Mostra Londrina de Cinema 2007                    
            
Assistir A noite do vampiro on line



Agradecimentos ao Porta Curtas Petrobras.

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Tarzan Escapes - A fuga de Tarzan - Richard Thorpe - Johnny Weissmuller - 1936 - Legendado

 

Mais um excelente filme postado na net pelo . Estrelado pelo incomparável Johnny Weissmuller no papel de Tarzan e Maureen O'Sullivan como Jane Parker.

A história mostra um caçador que serve de guia para dois primos da Jane que precisam localizá-la. Após acharem Tarzan o caçador pretende levá-lo para a civilização e fazer fortuna mostrando-o como uma curiosidade.

Excelente diversão com o personagem inesquecível criado por Edgar Rice Burroughs.

Destaque para a atuação do macaco (Cheetah) que morreu dia 24 de dezembro de 2011, aos 80 anos de idade,





 
Elenco

Johnny Weissmuller ... Tarzan
Maureen O'Sullivan ... Jane
John Buckler ... Capitão Fry
Benita Hume ... Rita Parker
William Henry ... Eric Parker
Johnny Eck ... Gooney-Bird
Herbert Mundin ... Jiggs Rawlins
E.E.Clive ... Masters
Darby Jones ... Bomba

Ficha Técnica

Título Original: Tarzan Escapes
Título no Brasil: A Fuga de Tarzan
Ano: 1936
Pais de Origem: Estados Unidos
Direção: Richard Thorpe
Roteiro: Cyril Hume



 

Assistir Tarzan Escapes - A fuga de Tarzan on line



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Documentário Além do Ateu e do Ateísmo - Beyond the Atheist and Atheism

Embora não seja um filme clássico, merece ser postado aqui e visto, não só por ateus, mas principalmente por quem não sabe o que é o ateísmo.Agradeço a que realizou/postou o vídeo no Youtube, e reproduzo abaixo o texto exatamente como publicado:

"O ateu não é uma pessoa má e o ateísmo não é um bicho de sete cabeças. Este documentário traz seis entrevistados que abordam o assunto e falam sobre o preconceito que os ateus e o ateísmo sofrem. Porque o ateísmo é tão polêmico? Porque muitos tratam os ateus como pessoas ruins? Além do Ateu e do Ateísmo traz o ateísmo à superfície e joga as cartas para o assunto ser debatido, mostrando que o ser humano deve e tem o direito de pensar livremente e de forme racional.

Ateus não são pessoas más, e o ateísmo não é ruim para a sociedade. Seis pessoas, ateus ou não, falam sobre ateísmo, preconceito, moral, família e como lidar com o assunto.
Além do Ateu e do Ateísmo traz à superfície um assunto polêmico com o intuito de abrir espaço para a discussão do tema e para mostrar que todo ser humano tem direito ao livre pensamento e escolha.

Roteiro, Produção e Direção: Carine Immig e Fábio Goulart
Produtora: Plongée - www.plongee.com.br
Apoio: Curso de Comunicação Social - Unisc e Unisc TV
Agradecimentos:
ATEA -- Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos
LiHS -- Liga Humanista Secular do Brasil
Casa de Cultura Mário Quintana
Curso de Comunicação Social
Unisc TV
Åsa Heuser
Cassionei Petry
Cesar Goes
Edgar Hoffmann
Eli Vieira
Pablo Villaça
E a todos que apoiaram este projeto


Documentário produzido para a disciplina Documentário II.
Curso de Produção em Mídia Audiovisual - Universidade de Santa Cruz do Sul
Professor: Jair Giacomini

Dezembro de 2011, Santa Cruz do Sul - RS"


Não deixe de conhecer o canal da no Youtube.

Smashing Pumpkins - So Very Sad About Us - Le manoir du diable - Georges Méliès

Outra do Smashing Pumpkins - So Very Sad About Us - com o filme Le manoir du diable do verdadeiro Mestre dos Magos: Georges Méliès.

I Married a Witch - Casei-me Com Uma Feiticeira - Veronica Lake - René Clair - 1942 - Legendado


Não conhecia esse filme até ontem. Assisti e me diverti muito. Espero que se divirtam também. A obra é despretenciosa e muito divertida.

A história começa em 1672, quando dois bruxos (Jennifer e seu pai Daniel) foram queimados pelo puritano Jonathan Wooley, mas antes de morrer Jennifer amaldiçoou as futuras gerações da família Wooley. Os descendentes estariam condenados a se casar com a mulher errada e ser infeliz no casamento. Já no século XX, durante uma tempestade um raio libera Jennifer e seu pai da árvore que mantinha suas almas. Após Jennifer assumir uma forma corpórea - linda por sinal - decide conquistar o amor de Wallace Wooley, que está na véspera de seu casamento e da eleição a qual concorre. Jennifer recorre a uma poção do amor e começam os problemas. Poções do amor muitas vezes saem pela culatra e os resultados cômicos.
Meu destaque para Veronica Lake que é lindíssima e tem um personagem muito bacana no filme. Uma bruxa meio inocente, que tentando armar uma vingança acaba apaixonada.

Sol Sacks, um dos idealizadores de "A Feiticeira", em uma entrevista para "True Hollywood Story" afirmou que se inspirou em "I Married a Witch" e "Bell, Book and Candle" (1958) na criação da série de TV.

Um erro histórico (se bem que em um filme de comédia esse tipo de erro não conte muito) é que no filme os puritanos em Massachusetts queimam as bruxas, mas ninguém foi queimado por bruxaria na América. As bruxas acusadas de Salem, Massachusetts, e seus arredores foram enforcadas, com exceção de Giles Corey, que foi apedrejada.

Assistir I Married a Witch - Casei-me Com Uma Feiticeira -Legendado on line


Agradecimentos ao excelente Canal de bobby456Troncon por colocar no Youtube com legendas.

Alice Cooper with Slash - Vengeance is mine

Mais uma pra ouvir bem alto:

Tempos Modernos - Modern Times - Charles Chaplin - 1936 - Legendado


Modern Times ou Tempos Modernos é um excelente filme de 1936, onde Charles Chaplin com seu personagem "O Vagabundo" (The Tramp) - por aqui também conhecido como Carlitos - tenta sobreviver.

Essa imagem é mostrada rapidamente logo no início...
O filme é uma forte crítica ao sistema capitalista e sua busca incessante pelo lucro a qualquer preço. As cenas passam suas mensagens de forma inteligente e bem humorada. Mostra máquinas que tomam o lugar das pessoas, o crime, a escravidão, a repressão e também o amor.



Comédia, drama, romance, ficção, crítica. Isso é Modern Times.

A história começa mostrando um empregado de uma fábrica que ao ser submetido a um trabalho repetitivo e maçante acaba entrando em colapso, sendo internado em um hospício. Quando sai e tenta retomar sua vida normal descobre que a fábrica havia fechado, ficando ele sem trabalho.

... e continua com essa.



Em outro núcleo uma linda jovem (Paulette Goddard), que tem o pai também desempregado e duas irmãs ainda pequenas, comete pequenos furtos para se alimentar e dar comida à família, quando o pai delas morre em uma manifestação homens do governo querem levá-las para serem adotadas e elas fogem.

O dono vigiando o trabalhador através do videofone
Carlitos, por um mal entendido, é tido como líder de uma greve e vai preso. Após muita confusão e cenas insquecíveis o filme termina com uma cena de Chaplin de mãos dadas com a jovem andando em uma estrada.



Algumas curiosidades:

a voz do Chaplin foi ouvida por seu público pela primeira vez nesse filme;

o filme causou polêmica por suas críticas à Revolução Industrial além de referências sobre comunismo e social-democracia sendo então censurado em muitos países;

uma lei proibia que se mostrassem filmes onde houvesse consumo de drogas ílicitas, mas existe a cena onde Chaplin usa cocaína que havia sido trocada pelo sal na prisão;

Chaplin em meio as engrenagens - clássica

O som no filme é usado de forma muito característica pois as vozes existem - com exceção da cena de Chaplin cantando no restaurante e outras poucas com efeitos sonoros - somente quando saem de dispositivos mecanizados (videofones usados ​​pelo dono da fábrica, o vendedor do equipamento mecânico, o rádio no gabinete do diretor da prisão) marcando ainda mais a desumanização do trabalhador e coisificação do ser humano.

Passa claramente a imagem de que tem voz quem tem o poder.

Chaplin em imagem de bastidores



Originalmente o filme teria outro final, com o personagem de Chaplin sofrendo mais um colapso e sendo visitado no hospital pela jovem que se tornou freira. Existem apenas fotografias da cena.
 
O então existente Comitê de Atividades Antiamericanas acusou Chaplin de ser comunista usando como base de sua acusação, entre outras coisas, a postura de seu personagem neste filme.


Na máquina para comer


Chaplin escreveu, dirigiu, estrelou, produziu, compôs a trilha sonora e editou esse filme. Uma coisa incrível mesmo, especialmente por ter sido o resultado uma obra cinematográfica maravilhosa, sensível e atemporal.


Elenco completo.

Mais informações.

Espero que assistam e gostem.
Cena final que, ao menos pra mim, transmite uma sensação de caminhar para o nada

Assistir Modern Times - Tempos Modernos - Legendado on line



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Steppenwolf - Magic Carpet Ride (Live)

E aí, quem vai????


I like to dream yes, yes, right between my sound machine
On a cloud of sound I drift in the night
Any place it goes is right
Goes far, flies near, to the stars away from here

Well, you don't know what we can find
Why don't you come with me little girl
On a magic carpet ride
You don't know what we can see
Why don't you tell your dreams to me
Fantasy will set you free
Close your eyes girl
Look inside girl
Let the sound take you away

Last night I held Aladdin's lamp
And so I wished that I could stay
Before the thing could answer me
Well, someone came and took the lamp away
I looked around, a lousy candle's all I found

Well, you don't know what we can find
Why don't you come with me little girl
On a magic carpet ride
Well, you don't know what we can see
Why don't you tell your dreams to me
Fantasy will set you free
Close your eyes girl
Look inside girl
Let the sound take you away

You don't know what we can find
Why don't you come with me little girl
On a magic carpet ride
Well, you don't know what we can see
Why don't you tell your dreams to me

Plan 9 From Outer Space - Ed Wood - 1959 - Legendado


Impossível falar de cinema e não falar em Edward Davis Wood Jr. (1924-1978). Frequentemente lembrado como o pior cineasta de todos os tempos.

Pois eu, quando falo em Ed Wood, lembro primeiro do homem que estendeu a mão ao Mestre Bela Lugosi, que já velho, viciado em heroína e sozinho, não era mais útil aos interesses da grande indústria cinematográfica.

Pois Ed Wood foi responsável por filmar as últimas imagens que temos de Bela Lugosi antes de sua morte.

Ed Wood era, antes de tudo um apaixonado por cinema, como nós, mas com coragem (ou loucura) bastante para, sem grana, fazer filmes - num tempo que fazer filmes era muito caro.

Mas, vamos ao filme Plan 9 From Outer Space, também conhecido como Vampiros del espacio (Argentina e Espanha), Plan 9 aus dem Weltall (Alemanha), Piano 9 da un altro spazio (Itália), Plan 9 del espacio sideral (Venezuela) e ainda Plan 9 z kosmosu (Polônia).

A história é meio sem pé nem cabeça (um típico roteiro de Wood) e mostra uma raça alienígena, que com medo que os humanos destruam o universo com sua desenfreada evolução destrutiva (epa, isso não parece ficção), decidem acabar de uma vez com a raça humana e, depois de oito planos (???) que não deram resultados, iniciam o nono plano (daí o nome do filme), que consistia em ressuscitar os mortos. Mas como é que isto os iria ajudar a acabar com a raça humana? Pelo visto nem o próprio Ed Wood sabia.
Mas vamos agora analisar os pontos "fortes" do filme:

- um elenco quase surreal, que inclui, entre outros, Tor Johnson, Vampira, Breckinridge Bunny, Criswell, Manlove Dudley, Lee Joanna e Bela Lugosi e seu sósia (de olhos);

- a edição mantém a ação como realmente foi filmada;

- diálogos memoráveis.


 


A coisa é tão fantástica que despertou a atenção de Tim Burton e Johnny Depp que fizeram juntos um filme em preto e branco (Ed Wood) quase biográfico, em homenagem ao dito pior diretor de todos os tempos.

Ed Wood considerava Plan 9 a sua obra prima e costumava dizer que era o seu "Citizen Kane". A obra contém tudo o que o que um filme "sério" não deve ter: falhas técnicas, erros de continuidade, um protagonista que morreu antes das filmagens, falta de dinheiro, cenas em uma tomada (dando certo ou errado) pois segundo ele "no cinema tudo pode acontecer, tudo é permitido".






 

Mas Plan 9 From Outer Space não é apenas isto. É ainda pior. Enredo incoerente e ilógico, uma mistura de alienígenas, zombies, saqueadores de túmulos e vampiros, péssimas atuações, as mesmas cenas de Bela Lugosi repetidas uma meia dúzia de vezes. A coisa é tão doida que parece impossível ser um filme de verdade.

Aí está a graça.

Não parece, mas é um filme de verdade. Ed levava o negócio de fazer cinema a sério. Essa seriedade e o resultado non sense é que fazem seus filmes serem cultuados até hoje.

São o melhor do pior, e conseguem cumprir, mesmo que sem querer, um dos grandes objetivos da arte cinematográfica: DIVERTIR.

Com esse espírito - simples e pura diversão - espero que aproveitem e assistam on line.

Olha o cenário e as roupas dos aliens, no melhor estilo Flash Gordon, mas sem o Flash Gordon

A cabine do avião tem uma cortina de banheiro, uma prancheta, um relógio e o "manche" que não dá pra saber o material



Os discos voadores de calotas de carro amarrados com linhas

Ed Wood, o melhor diretor trash do cinema. Ou seria: o melhor diretor do cinema trash?




Assistir Plan 9 From Outer Space Legendado on line



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Rush - Tom Sawyer (Live) With South Park Intro

Muito, muito, muito bom...


Rush - Tom Sawyer
On the Snakes And Arrows Tour

Lyrics:
A modern day warrior
Mean, mean stride
Today's Tom Sawyer
Mean, mean pride

Though his mind is not for rent
Don't put him down as arrogant
His reserve, a quiet defense
Riding out the day's events
The river

What you say about his company
Is what you say about society
Catch the mist, catch the myth
Catch the mystery, catch the drift

The world is, the world is
Love and life are deep
Maybe as his skies are wide

Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the space he invades
He gets by on you

No his mind is not for rent
To any god or government
Always hopeful, yet discontent
He knows changes aren't permanent
But change is

What you say about his company
Is what you say about society
Catch the witness, catch the wit
Catch the spirit, catch the spit

The world is, the world is
Love and life are deep
Maybe as his eyes are wide

Exit the warrior
Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the energy you trade
He gets right on to the friction of the day

Nosferatu Eine Symphonie Des Grauens - F.W. Murnau - 1922 - Legendado

 

Um dos melhores filmes de todos os tempos, Nosferatu Eine Symphonie Des Grauens, dirigido por Friedrich Wilhelm (Plumpe) Murnau é um filme que merece essa nova postagem. A anterior pode ser vista aqui.

A obra é um clássico do cinema mudo baseado no livro Drácula de Bram Stoker. Os nomes dos personagens e lugares foram alterados após os herdeiros do escritor não darem a Murnau a necessária autorização para realizar o filme realizado entre agosto e outubro de 1921.





 
Murnau perdeu um processo por violação de direitos autorais e a justiça determinou que fossem destruídas as cópias do filme, mas algumas permaneceram guardadas até a morte da viúva de Bram Stoker.

Por pouco, muito pouco, essa obra de arte não chegou até nós para saciar as vontades daqueles - como hoje se repete - que enriquecem vendendo direitos autorais.



 

A história mostra Hutter, um vendedor de imóveis morador de Wisborg, que atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa ao Conde Graf Orlock. O Conde é, na verdade, um vampiro que se muda para a propriedade recém adquirida. Ao chegar ele provoca terror e os habitantes da cidade acham que estão sendo vítimas da peste.




 


O filme tem alguns erros e curiosidades que merecem destaque, aqui vão alguns:

Quando Hutter senta-se na cama na estalagem para ler o livro sobre o vampiro Nosferatu, um pedaço de papel pode ser visto aparecendo e desaparecendo no canto inferior esquerdo da tela.
 
Quando Hutter está no castelo e escreve uma carta para Ellen o papel fica branco toda a cena.
 
Quando Orlok carrega as caixas ele sobe até a última e "levita" no lugar. Este truque é conseguido através da animação stop-motion mas os cavalos não mantem sua posição o que compromete a ilusão.





O Conde Orlok pisca os olhos uma vez, em uma na cena perto do final da primeira parte.

Muitas cenas foram filmadas durante o dia e quando visto em preto e branco isso se torna extremamente óbvio. Este "erro" é corrigido com partes do filme que são tingidas num tom azulado para representar a noite.





Ruth Landshoff, a atriz que interpretou a irmã de Hutter, certa vez descreveu uma cena em que ela fugiu do vampiro correndo ao longo de uma praia, mas essa cena não aparece em nenhuma versão do filme que tenha sobrevivido ao tempo e a (in)justiça.


O personagem Nosferatu (não o Conde) é visto por um pouco mais de nove minutos durante todo o filme.


As cópias conhecidas e negativos foram destruídos por determinação de um processo movido pela viúva de Bram Stoker. No entanto, o filme seria restaurado com uso de cópias que restaram em outros países, mas a única cópia completa e original era de propriedade do ator alemão Max Schreck, que atuou no filme fazendo o Conde Orloff/Nosferatu.

 
Max Schreck era, no dizer de Murnau, "notavelmente feio" e decidiu que para a maquiagem de vampiro bastaria apenas as orelhas pontudas e os dentes falsos.

A criatura que eles dizem ser um lobisomem, na cena da Pousada, é na verdade uma hiena.

O filme foi proibido na Suécia até o ano de 1972 devido ao horror excessivo.
 
Houve diferentes nomes para os personagens principais em diferentes versões em inglês. Em alguns, Hutter é chamado de "Thomas", em outros é "Jonathon". A esposa de Hutter é creditada como "Ellen" e em algumas versões ela é chamada de "Nina".

Esta é a primeira vez na história do cinema em que um vampiro é morto pela luz solar. Aí surgiu o conceito da cultura popular de que a luz solar é letal para os vampiros.

FW Murnau sabia que ele seria processado por tomar emprestado o romance de Bram Stoker, de 1897, sem permissão, por isso mudou o final para dizer que este filme e Drácula não eram exatamente o mesmo.

Esse filme consta entre os '1001 Filmes que você deve ver antes de morrer ", editado por Steven Jay Schneider. Livro excelente que indico a todos que gostam de cinema.

O filme teve uma versão atualizada de Werner Herzog chamada Nosferatu: Phantom der Nacht. Excelente, por sinal.

Assista também o curta-metragem brasileiro A noite do vampiro.


Assistir Nosferatu Eine Symphonie Des Grauens on line

Nosferatu Eine Symphonie Des Grauens - F.W. Murnau - 1922 - Legendado por Telecinebrasil  no Videolog.tv.

Elenco

Max Schreck .... Conde Orlok / Nosferatu
Greta Schröder .... Ellen Hutter
Karl Etlinger .... Matrose
John Gottowt .... Professor Bulwer
Ruth Landshoff .... Lucy Westrenka
Georg H. Schnell .... Westrenka
Gustav von Wangenheim .... Thomas Hutter
Gustav Botz .... Dr. Sievers

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Shoulder Arms - Carlitos nas trincheiras - Charles Chaplin - 1918

 
Um dos primeiros filmes de Chaplin e certamente o mais maduro filmado na United Artists, onde continua a busca de Chaplin para aperfeiçoar sua expressão cômica, com cenas do mais engraçado pastelão - o queijo Limburger sendo usado como arma ou a incursão de Chaplin em território inimigo vestido como uma árvore.

Achei genial a abertura do filme onde aparece o cartão de título que mostra uma caricatura de Chaplin vestido como um soldado da Primeira Guerra Mundial e o texto "Shoulder Arms Written and Produced by" seguido por um espaço em branco, logo aparece uma mão e aponta para o título, depois para o desenho, e em seguida, usa um pedaço de giz branco para assinar "Charles Chaplin" no espaço em branco, em seguida, aponta para a caricatura mais uma vez.

Quando do lançamento muitos em Hollywood ficaram nervosos que um dos seus atores mais famosos havia feito uma película com o tema Primeira Guerra Mundial - o filme foi lançado pouco antes do Armistício e poderia atrapalhar o moral do povo estadunidense, mas acabou como um dos filmes mais populares de Charles Chaplin



Elenco

Charles Chaplin .... recruta
Edna Purviance .... moça francesa
Syd Chaplin .... sargento/ kaiser
Jack Wilson .... príncipe da Alemanha
Henry Bergman .... ´sargento alemão
Albert Austin .... soldado americano / alemão / motorista
Tom Wilson .... sargento treinador de campo
John Rand .... soldado norte-americano
J. Parks Jones .... soldado norte-americano
Loyal Underwood .... oficial



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