O Sétimo Selo - Det sjunde inseglet - The Seventh Seal - Ingmar Bergman - 1957

O vídeo utilizado nesta postagem está no Canal PeterUivante não fazendo parte do acervo enviado pelo TeleCineBrasil.


Poucos filmes me impressionaram tanto como "O Sétimo Selo". Fiquei (e ainda fico quando assisto novamente) uns bons minutos refletindo sobre a singular beleza da minha condição de ser finito.

Uma obra atemporal que mostra a morte como uma natural e inevitável consequência do existir. Ingmar Bergman ambienta a história na Idade Média em um momento onde a Guerra dos Cem anos, a peste negra e a inquisição assolavam e assombravam o continente expondo a natureza humana de forma crua e cercada de mitos.


São personagens e interpretações fantásticos. O protagonista joga xadrez com a morte e cada jogada adia seu momento final, o que proporciona tempo para buscar respostas aos seus questionamentos, tais como a existência de deus ou vida após a morte. Mas não encontra respostas - com exceção da brilhante análise feita por seu escudeiro ao observar a jovem acusada de bruxaria, que ao ser levada a fogueira parece entender que não há nada após a morte. É a imagem da desesperança. Uma cena marcante.

Na bíblia em Apocalipse, a parte que cita o sétimo selo fala em sete anjos que receberão sete trombetas que ao serem tocadas anunciarão o fim de humanidade. No filme, pela ótica dos personagens, a humanidade estaria realmente chegando ao seu final. Alguns sucumbiam à peste, outros à inquisição, outros ainda desapareceram nas cruzadas, e isso seria para eles e realização da profecia e o fim de tudo.

Mas o cavaleiro que retornava das cruzadas não estava certo disso, e seu encontro com a morte personificada, expõe sua sede de conhecimento e racionalidade.

Bergman criou a imagem do cavaleiro e a morte jogando xadrez, que são - em minha opinião - a melhor representação visual da condição humana, com suas fragilidades e virtudes. Só isso já seria um grande motivo para assistir a obra, mas ela vai além, muito além disso.




Elenco principal

Gunnar Björnstrand      ...         Jöns
Bengt Ekerot                ...          Morte
Nils Poppe                   ...         Jof
Max von Sydow           ...         Antonius Block
Bibi Andersson             ...         Mia




Elenco secundário

Inga Gill                  ...         Lisa (mulher do ferreiro)
Maud Hansson       ...         Bruxa
Inga Landgré          ...         Karin (mulher de Block)
Gunnel Lindblom     ...         Garota
Bertil Anderberg      ...         Raval
Anders Ek               ...         Monge
Åke Fridell              ...         Ferreiro
Gunnar Olsson     ... Albertus Pictor (pintor da igreja)
Erik Strandmark       ...         Jonas Skat


Elenco não creditado

Sten Ardenstam           ...         Cavaleiro
Harry Asklund             ...         Senhor feudal
Benkt-Åke Benktsson  ...      Mercador na estalagem
Tor Borong             ...         Fazendeiro na estalagem
Gudrun Brost          ...         Mulher na estalagem   
Ulf Johansson          ...         Cavaleiro
Tommy Karlsson     ...         Filho de Jof e Mia
Lars Lind                 ...         Jovem monge
Gordon Löwenadler  ...         Cavaleiro
Mona Malm              ...         Jovem grávida
Josef Norman           ...         Velho na estalagem
Karl Widh                 ...         Homem com muletas

Flagelados na procissão

Siv Aleros
Catherine Berg
Lena Bergman
Bengt Gillberg
Lars Granberg
Gunlög Hagberg
Gun Hammargren
Uno Larsson
Lennart Lilja
Monica Lindman
Helge Sjökvist
Georg Skarstedt
Ragnar Sörman
Lennart Tollén
Caya Wickström




Assistir O Sétimo Selo - The Seventh Seal on line


The Blue Bird - L'oiseau bleu - Maurice Tourneur - 1918


Esse filme foi baseado na obra homônima do belga Maurice Maeterlinck que usa um variado simbolismo em suas peças.

L'Oiseau Bleu foi escrito entre 1908 e 1909 e curiosamente foi uma das obras colocadas no Index de livros proibidos da Igreja Católica Apostólica Romana, o que, naturalmente, acabou tornando-a ainda mais popular, e como qualquer boa história que cai no gosto popular, sempre é recontada várias e várias vezes.




A primeira versão para o cinema foi filmada em 1910, no Reino Unido, num filme mudo estrelado por Pauline Gilmer e Oliver Walter. Essa é a segunda versão, de 1918, feita nos EUA, ainda no cinema mudo e sob a direção de Maurice Tourneur, produção de Adolph Zuckor e estrelado por Tula Belle e Robin Macdougall.

Em 1940 foi feita uma refilmagem, dessa vez já em technicolor, com direção de Walter Lang, com Shirley Temple, Spring Buyington e Nigel Bruce.




Na União Soviética em 1970, foi filmado pela Soyuzmultfilm, com direção de Vasily Livanov, com Liya Akhendzhakova, Vladimir Kenigson e Rina Zelyonaya. Foi filmado também, em uma rara realização conjunta de 1976, pelos EUA (Twentieth Century Fox), União Soviética (Lenfilm) e Reino Unido, sob direção de George Cukor e estrelado por Elizabeth Taylor, Jane Fonda, Ava Gardner, Cicely Tyson e Robert Morley.





Conforme dito, essa é a versão de 1918 com direção de Maurice Tourneur – que era francês e foi morar nos Estados Unidos.

No ano de 2004 esta obra foi considerada "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo" pela Biblioteca do Congresso norte-americano e selecionada para preservação na National Film Registry.





O elenco é desconhecido para o público de hoje. A menina que interpretou Mytyl era Tula Belle (1902-1992) natural da Noruega, e que atuou em outros 16 filmes.

O menino Robin MacDougall parece ter feito apenas esse filme, e ainda não consegui mais informações sobre ele. Quanto ao resto do elenco, muitos tiveram longas carreiras no cinema, atuando em vários filmes até os anos 20 e 30.





É uma uma bela história onde duas crianças - Mytyl e Tyltyl – são orientadas pela fada Berylune a procurar o Pássaro Azul da Felicidade. As crianças, juntamente com um cão, um gato, bem como o Fogo, Água, Pão, Luz e outras coisas inanimadas juntam-se magicamente e saem para encontrar o Pássaro Azul da Felicidade.

Voltando para casa de mãos vazias as crianças vêem que a ave estava em uma gaiola na sua casa o tempo todo. A ave escapa e voa para longe. Tyltyl então pede para que todos procurem o pássaro azul onde é mais provável encontrá-lo: em suas próprias casas.

Uma influência óbvia (e muito legal) é no filme de 1939 "O Mágico de Oz" quando no final Dorothy Galé – interpretada por Judy Garland – percebe que se a felicidade não pode ser encontrada em casa ou em seu próprio quintal, não pode ser encontrada em mais nenhum lugar.

O Pássaro Azul pode parecer um pouco exagerado, mas isso se deve a reprodução quase fiel de partes da peça de teatro a partir do qual ele foi derivado.

Esse certamente é um dos melhores filmes "sobreviventes" de Maurice Tourneur, comparável à sua obra-prima de 1920 "O Último dos Moicanos".



Mais informações e elenco completo.

Assistir The Blue Bird - L'oiseau bleu - On line





Nightwish - The Islander


O Mundo é uma Cabeça - Bidu Queiroz e Cláudio Barroso - 2004

O movimento artístico Manguebeat eclodiu no início dos anos 90 em Pernambuco. O curta-metragem mostra um pouco dessa história e o seu principal protagonista: Chico Science.

Aproveitando a oportunidade, sugiro a leitura de  Josué de Castro, que de certa forma, foi uma influência (não musical) muito presente no Manguebeat.

TeleCineBrasil é exibidor do Porta Curtas



Direção: Bidu Queiroz e Cláudio Barroso
Fotografia: Paulo Jacinto Reis (Feijão)
Edição de som: Carlos Cox
Montagem: João Maria Araújo
Trilha Sonora: Chico Science, Mestre Ambrósio, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Ortinho, Otto

Prêmios
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005
Prêmio Cachaça Cinema Clube no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005
Prêmio Unibanco de Cinema no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005

Assistir O Mundo é uma Cabeça on line

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...