Certamente que 12 minutos é pouco espaço para adaptar toda a peça. No entanto, essa limitação de tempo permitiu que Stow tivesse foco nos principais momentos visuais.
A tempestade é um filme significativo e substancial. O diretor habilmente constrói a narrativa de forma a permitir que o filme tenha coesão, mesmo deixando de fora alguns elementos da obra de origem.
Quando Ariel é perseguida e desaparece usando um truque simples (no melhor estilo Méliès) o filme tem um dos seus momentos cruciais. Este momento formaliza a diferença entre teatro e cinema. Confirma explicitamente que o cinema se desenvolve em uma direção independente do teatro. Este ponto se estende para além das diferenças técnicas.
A cena também é interessante por ser um truque visual que remove a personagem dos limites do estúdio e a transporta para um cenário natural. Mais informações aqui.















