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| Close de Boris Karloff com a maquiagem do mostro |
"Frankenstein ou o Moderno Prometeu", no título original, mais conhecido por Frankenstein, livro de Mary Shelley, conta a história de Victor Frankenstein, um estudante que dá vida a um monstro em seu laboratório.
Esse livro serviu de base para vários filmes, sendo o estrelado por Boris Karloff de 1931 um marco do cinema.
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| Detalhe da parede da torre com sua simetria "a la Caligari" |
No filme, Henry Frankenstein (Colin Clive) trabalha em experiências que buscam a criação e perpetuação da vida. Seu assistente Fritz (Dwight Frye), o ajuda a reunir partes de corpos para criar uma vida "nova". Mas os seus experimentos não saem conforme planejado.
Frankenstein é uma obra-prima. A abertura já mostra a atmosfera que continua ao longo do filme. O fato de ter sido feito em um estúdio, onde o céu é pintado, por exemplo, contribui para essa atmosfera de claustro e até um um toque surrealista.
O interior da torre, onde fica o laboratório Frankenstein, é sem dúvida, inspirado na estética dos filmes expressionistas alemães, como O Gabinete do Dr. Caligari de 1920.
Embora possa parecer datada, a técnica de desvanecer para preto entre as cenas amplifica a sensação de "capítulos" na história e dá um sentido eficaz da passagem do tempo entre as cenas.
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| Visão geral do laboratório - aparelhagem lembra o laboratório de Metrópolis |
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| Fritz acidentalmente quebrou o vidro onde estava o cérebro normal e levou esse aí no lugar, mas omitiu o fato ao Dr. Frankeinstein - sempre me perguntei como seria o monstro se o outro cérebro (o normal) tivesse sido usado |
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| Uma das grandes cenas do filme |
Quando a pequena Maria (Marilyn Harris) encontra o monstro na beira do lago, ela está segurando um gato, mas quando a cena passa para uma abertura maior o gatinho desaparece.
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| O Monstro (Karloff) e Elizabeth (Mae Clarke) |
Na versão americana que passou nos cinemas, quando o monstro fica sem flores e procura algo para jogar na água, ele olha para Maria e se move em direção a ela, a cena termina aqui. Mas, como originalmente filmada, a ação continua, o monstro segura Maria, arremessando-a para o lago, em seguida, fica confuso quando Maria não consegue flutuar como as flores fizeram. Essa parte foi excluída porque os censores estadunidenses acharam-na muito violenta.
No filme originalmente lançado, na cena que Dr. Frankenstein dá vida ao Monstro proferiu a frase: "Agora eu sei o que é ser deus!" (Now I know what it's like to be god!), mas quando foi relançado - no final dos anos 30 - os censores estadunidenses exigiram que essa frase fosse removida por ser uma "blasfêmia". A solução foi inserir um forte trovão na trilha sonora. O som original foi parcialmente restaurado no lançamento em vídeo e voltou para a trilha sonora após ter sido encontrado em um disco "Vitaphone".
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