Neste filme dois personagens montam uma
"lanterna mágica" que faz a projeção de imagens em movimento. Logo após aparecem várias dançarinas que vão se alternando na apresentação da dança.
Georges Méliès realmente foi um desbravador da arte cinematográfica. Seus filmes faziam uma mistura de teatro, circo e mágica que encantava, e ainda encanta, o público.
Durante sua profílica carreira Méliès produziu mais de 500 filmes incluindo o clássico Viagemde Lua de 1902 que foi um verdadeiro marco da história do cinema.
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Esse foi um dos filmes de Georges Méliès que surgiu após apresentações
no famoso Théâtre Robert-Houdin que havia sido comprado pelo diretor.
Na obra um
guarda armado não consegue efetivamente patrulhar uma parede conforme deveria e
onde são coladas propagandas. Detalhe legal é que a propaganda é do próprio Théâtre
Robert-Houdin.
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Filme francês que mostra uma jovem com asas de borboleta surge de um cone em um
truque de mágica. Uma segunda jovem aparece em uma nuvem de fumaça no centro de
uma estrela que serve de alvo para Méliès. A jovem da estrela se transforma em
uma aranha que tenta capturar a borboleta mas Méliès a salva e após outro tiro
a aranha desaparece.
Chama a atenção a beleza das cores, especialmente por
tratar-se de um filme de 1909, quando cada quadro era pintado a mão.
Embora não seja claro a partir do
próprio filme, a base literária de “The Pillar of Fire” é o romance “She” de H.
Rider Haggard lançado em 1887. Esta foi a primeira adaptação cinematográfica da
obra que também teve a versão de 1935 com Helen Gahagan, Randolph Scott e Nigel
Bruce e outra de 1965 com Ursula Andress, John Richardson e Peter Cushing.
A película mostra uma sala com
estátuas grotescas onde um demônio verde surge e executa uma dança. Logo após ele
usa um fole para aumentar o fogo até que uma mulher com um vestido branco emerge.
Ela também faz uma daança bastante interessante onde o vestido vai mudando de
cor.
A mulher que executa a dança no
filme de Méliès é interpretada por Jeanne d'Alcy, sua futura esposa.
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Curta-metragem francês do genial diretor Georges Méliès. Um dos grandes pioneiros do cinema.
A obra mostra vários truques como se o espectador estivesse assistindo um show de mágica com uma mulher, além do próprio mágico, aparecendo e desaparecendo.
Imagine como deve ter sido incrível aos espectadores do final do século XIX assistir os filmes de Méliès.
Curta-metragem francês produzido em 1896 que mostra um homem elegantemente vestido (o próprio Georges Méliès) que entra no palco onde estão uma cadeira e pequena mesa. Logo depois ele traz uma mulher, sua
assistente Jeanne d'Alcy.
O mágico coloca um jornal no chão e posiciona a cadeira sobre ele. A mulher senta-se na cadeira e ele a cobre com um pano. Ela
desaparece. Um esqueleto aparece no lugar da mulher. Ele cobre o esqueleto
e ao remover o pano a mulher reaparece.
A atriz que aparece no filme - Jeanne d'Alcy - foi amante de Méliès durante muitos anos. Os dois se casaram em 1925. O diretor era viúvo de sua primeira esposa, Egénie Genin, desde em 1913.
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Mostra uma caverna onde o personagem central está orando
quando passa a ser assediado por mulheres que o interrompem até que o santo é
finalmente salvo pela aparição de um anjo que faz tudo retornar ao normal.
A grande inovação neste filme é o fato de ter elementos exclusivamente religiosos.
O filme mostra uma carruagem puxada por um esqueleto que chega em uma rua da cidade. Pulam da carruagem quatro arlequins que dançam e depois passam de brancos para negros apenas por bater ou chutar um ao outro. No final o cara restante explode.
Como os personagens parecem um bando de loucos o filme foi rotulado como Bedlam na Grã-Bretanha e Bloomingdale Asylum quando distribuído nos EUA.
Para seu tempo e lugar é brilhante e mais de um século depois, ainda é um pedaço importante da história do cinema.
Curta-metragem dirigido pelo espanhol Segundo de Chomón em 1907 quando este trabalhava para a Pathé. A procedência da cópia que foi digitalizada é o Nederlands Filmmuseum de Amsterda.
A obra mostra um habilidoso escultor, e sua auxiliar (Julienne Mathieu), que vão transformando rostos de argila.
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Também conhecido como "El brujo arabe", é um curta-metragem que mostra um mágico fazendo truques com mulheres, flores e fogo que aparecem, desaparecem e se transmutam.
As cores, usam uma técnica de pintura a mão quadro-a-quadro, são bastante interessantes.
Esse foi o filme de número 1446 no Pathé Frères Film Catalogue.
Sou um admirador incondicional da obra de Georges Méliès. Acabei de conhecer e assistir a esse curta-metragem do diretor e mais uma vez terminei entre o aplauso e a nostalgia. Acho que para os olhos de hoje isso é o que melhor traduz a obra desse mestre do primeiro cinema.
A obra "Le mariage de Victorine" de 1907 - também denominado "How Bridget's Lover Escaped" - é um divertido curta-metragem de pouco mais de 8 minutos, em três atos, que mostra as peripécias enfrentadas por um casal que tenta namorar.
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Georges Méliès recorre a vários truques para mostrar um homem que tenta dormir mas é atormentado por um inseto.Considerando o ano da produção - 1896 - é um feito magnífico e vale muito como registro da história do cinema.
Poucos anos depois (1905), o espanhol Segundo de Chomón - outro pioneiro do cinema - produziu "Une nuit épouvantable" que também mostra as peripécias de um homem tentando dormir.
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Não há propriamente uma história mas sim uma sequência de imagens em movimento. Algumas surpreendentes.
A película mostra um alquimista sonolento que é atormentado por várias criaturas que vão surgindo de uma espécie de frasco de vidro (disseram-me que tal frasco é chamado de "retort" e "cornue" - o que explica o nome na França e EUA - se alguém puder confirmar).
Filme bastante divertido, como é típico de Melies.
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Durante o início do século XX foram produzidas centenas de filmes curta-metragem que usavam truques de mágica "aumentados" com os recursos da nova arte que então surgia. A França era a capital da atividade cinematográfica.
Georges Méliès é o grande desbravador desses filmes, mas Le spectre rouge foi produzido no estúdio Pathé, através da colaboração entre Ferdinand Zecca e Segundo De Chomón – que também trabalharam com Méliès.
A ação dura apenas 9 minutos e quando acaba você se sente como se tivesse visitado outro mundo. As imagens coloridas à mão produzem um efeito muito interessante.
A impressão em cores foi descoberta jogada em um quintal no México e comprada por U$ 25,00.
Tem como cenário uma gruta onde está uma espécie de mago demoníaco que brinca com as almas de várias mulheres.
Ele as faz levitar, explodirem em chamas, coloca as cinzas em garrafas, as traz de volta à vida em miniatura, etc, mas em dado momento o mago se defronta com uma fada.
A história é meio difícil de seguir, mas o conflito central é uma luta entre as forças do bem e do mal.
Alguns efeitos são realmente notáveis. O primeiro é quando o mago coloca em garrafas de vidro mulheres em miniatura e as leva para frente do palco permitindo um close. O outro é a representação de um dispositivo muito parecido com televisão - sugerido por telas onde o mago assiste uma série de imagens em movimento.
Aqui está um verdadeiro marco cinematográfico: um filme que prevê a vinda da TV e atribui sua invenção a um demônio.
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Curta-metragemfrancês mais que centenário (produzido em 1907) que mostra Max Linder aprendendo a patinar em um lago congelado.
Este foi o primeiro filme em que Max Linder apareceu usando cartola e bigode. Esse personagem logo fez dele um dos comediantes mais queridos da telona antes da Primeira Guerra Mundial.
Uma rápida animação francesa de 1897 da qual restaram pouquíssimas informações, mas segundo consta no IMDb, foi produzida (e provavelmente dirigida) pelos irmãos Lumière. Tem duração de 45 segundos e mostra um esqueleto-marionete dançando. Vale muito, especialmente pelo registro histórico.
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A história é bem simples e mostra um inventor que sonha com seu dirigível voando. A imagem está muito boa e o filme é parcialmente colorido, o que cria um efeito muito interessante.