Uma das obras mais famosas de Fritz Lang. Conta a história de Bonze (Georg John - M o Vampiro de Dusseldorf) um monge budista e seu envolvimento com O-Take-San (Lil Dagover - Destiny e Gabinete do Dr. Caligari). A jovem casa-se com um europeu que a abandona grávida. Quando se reencontram ele está acompanhado por sua outra mulher.
Um drama marcado pelo exotismo. Casas de chá, gueixas, marinheiros, monges budistas, paisagens urbanas asiáticas, um caleidoscópio impressionante e de bom
gosto. O tema sentimental é discreto. Tocado de uma forma agradável. A poesia é trazida por Lang através da narrativa visual e como todo bom cinema nasce da poesia e do sonho.
Harakiri - Madame Butterfly - Fritz Lang - 1919 - online
Conhecido como Conrad Veidt - Hans Walter Konrad Veidt nasceu em Berlim em 22 de janeiro de 1893 e faleceu em Hollywood dia 3 de abril de 1943. Atuou mais de 100 filmes incluindo vários clássico, como O Gabinete do Dr. Caligari (1920), Casablanca (1942) e O Homem que Ri (1928). Este último serviu de inspiração para a criação do genial inimigo do Batman, o Coringa.
O cinema não seria o mesmo sem esse cara. Valeu Conrad.
Uma obra na fronteira entre o expressionismo e o novo realismo que então surgia. Rua das Lágrimas por Georg Wilhelm Pabst é exatamente isso.
Uma obra realmente nova, provocante e ambígua que desfruta de prestígio entre os espectadores atuais, mas na época o filme sofreu inúmeros cortes e acabou mutilado. Foi a obra mais censurada da então "República de Weimar".
Com o passar dos anos surgiram várias versões em diferentes países, mas todas eram incompletas.
Nos tempos atuais o filme de Pabst é uma importante visão histórica das classes sociais no pós-guerra em Viena e também - talvez o mais marcante - uma perspectiva única sobre os indivíduos dentro da miséria social.
Mostra a exploração do desespero e a manipulação, onde falsos rumores destroem os pobres e despertam os ricos.
Vemos na tela a jovem Greta Garbo - 19 anos na época - que ainda nem sonha em ser uma rainha da MGM. Sua personagem é uma menina pobre que enfrenta a miséria em seu dia a dia. Um papel secundário e uma atuação impecável.
Tenha em mente que a obra vai muito além da atuação magistral de Garbo. É uma exceção na história do cinema, seja por seu conteúdo psicológico ou por estar na fronteira do expressionista e realista, além da "incorreção política" e até por suas várias versões resultantes das diferentes tentativas de preservação.
John Huston mostra neste filme um pouco das teorias e da vida
de Sigmund Freud no período entre 1885 e 1890. Na época, Freud usa a hipnose para tratar seus
pacientes.
O roteiro teve por base escrita de Jean-Paul Sartre, o que não
consta nos créditos, e não abordou a vida pessoal de Freud. Isso evitou que a
obra toma-se forma de documentário ou mesmo biografia. Fez-se um diálogo entre os
estudos e as experiências pessoais do psicanalista.
Assistir Freud, Além da Alma - Freud, The Secret Passion - on line
Essa obra foi produzida na Alemanha pela Luna Film em 1920 sendo a primeira parte (Lederstrumpf, 1 - Teil Der Wildtöter und Chingachgook) de um longa-metragem baseado no romance de James Fenimore Cooper (Leatherstocking / Lederstrumpf).
A segunda parte, que é considerada perdida, foi O Último dos Moicanos (Lederstrumpf, 2 - Der Letzte der Mohikaner) que não deve ser confundido com filme homônimo produzido no mesmo ano nos EUA.
Curiosamente, em O Último dos Moicanos, na versão alemã Bela Lugosi e na versão americanaBoris Karloff, ambos ainda muito jovens, interpretam papéis de índios. Esse é também um dos mais antigos filmes de Bela Lugosi que chegou até nós.
“Fortaleza” de Tom Hutter
Deerslayer (Emil Mamelok) e Chingachgook (Bela Lugosi)
Deerslayer (Emil Mamelok) e seu fiel amigo índio Chingachgook (Bela Lugosi) enfrentam várias situações onde devem lutar por sua sobrevivência.
Este filme alemão é muito bem fotografado e boa parte da ação acontece na “fortaleza” de Tom Hutter, que para ficar a salvo dos ataques de índios construiu sua casa sobre uma jangada ancorado-a no meio de um lago.
Uma obra muito legal para a história do cinema, mesmo na sua forma atual um pouco truncada – infelizmente não está completo.
Mas especial mesmo é para os que, como eu, gostam de Bela Lugosi. Um filme feito na Alemanha, na década de 20, sem som, com Lugosi interpretando um índio, não tem preço. Além disso é um milagre que a película tenha sobrevivido a duas guerras mundiais trancada nos cofres do estúdio sem conservação.