Mostrando postagens com marcador anos 50. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos 50. Mostrar todas as postagens

Rocketship X-M - Da Terra à Lua - Kurt Neumann - 1950


Quando George Pal anunciou a produção de Destination Moon além de criar grande expectativa no público chamou também a atenção do produtor independente Robert L. Lippert que decidiu pegar carona na propaganda e lançar Rocketship X-M, mas uma ação judicial obrigou Lippert a colocar a frase “Não é Destination Moon” no material de divulgação da época. Isso não impediu que ele alcançasse seu objetivo, pois gastou U$ 94.000 e lançou o filme quase três semanas antes de Destination Moon que custou em torno de U$ 600.000.
 


O nível da produção e fidelidade científica de Destination Moon é infinitamente superior a Rocketship XM, mas o filme tem seu charme. Especialmente para quem gosta de ficção B. Aliás, o sucesso de um filme em nada se relaciona com sua precisão científica. Ainda que o tema seja ficção científica.

Mesmo nos EUA a obra foi apresentada nos cinemas com diversos outros nomes como “None Came Back”, “Rocket to the Moon” e “Rocketship Expedition Moon” até ficar definido Rocketship X-M como definitivo.



Conta a história do lançamento do primeiro vôo à lua. Mas no caminho uma chuva de meteoritos modifica a rota do foguete que acaba indo parar no planeta Marte. A tripulação aterrissa no planeta e descobre vestígios de uma civilização extinta. Tudo indica que foi destruída por uma guerra nuclear, pois os níveis de radiação são muito altos. Ainda existem sobreviventes que vivem nas cavernas.

Os marcianos atacam a tripulação com paus e pedras e alguns astronautas são mortos. Os que sobrevivem voltam até o foguete para retornar a Terra. Erros nos cálculos acabam comprometendo a segurança do retorno por possível falta de combustível.

Certamente foi o primeiro filme a alertar sobre as conseqüências de uma guerra nuclear.

Olhando por uma perspectiva moderna Rocketship XM é uma ficção científica que acaba em comédia involuntária. Alguns exemplos de erros que tornam o filme engraçado estão os trajes espaciais que são jaquetas de couro e gravata – isso mesmo, os astronautas usam gravatas.


Divertido também o tempo que os astronautas esperam antes de embarcar no foguete, pois quinze minutos antes da decolagem eles estão numa coletiva com a imprensa e quando embarcam no foguete ficam surpresos por descobrir que só tem três minutos para a decolagem. Tem ainda o fato da ausência de gravidade só afetar alguns objetos (gaita, casaco) mas não outros (sanduíche, papéis, cabelos longos, laços) e curiosamente durante todo o filme os medidores de combustível permanecerem sempre no "vazio".

As seqüências em Marte são filmadas em "sépia", que ficou muito bacana, dando uma tonalidade avermelhada ao planeta e tudo que está nele.





Merece destaque o fato de Rocketship X-M ter um final trágico. Esse não é o tipo de final típico da década de 1950. Deixa uma clara mensagem de que apesar das eventuais tragédias a ciência deve continuar seu caminho.

O filme é tão machista que em alguns trechos os diálogos parecem piada. Por exemplo, no diálogo entre Floyd e a Dra. Lisa, onde ele pergunta: “Estive pensando, como é que uma menina como você entra em uma coisa como esta” – referindo-se ao fato dela ser uma cientista, ao que ela responde: “Eu suponho que você pensa que as mulheres só devem cozinhar, costurar e ter filhos.” O coronel retruca: “Não é o suficiente?” – aos olhos de hoje pode até parecer estranho mas acho que naquela época era muito natural essa visão da mulher.







Elenco

Lloyd Bridges  ... Coronel Floyd Graham
Osa Massen ... Dra. Lisa Van Horn
John Emery ...  Dr. Karl Eckstrom
Noah Beery Jr. ... Major William Corrigan
Hugh O'Brian   ... Harry Chamberlain
Morris Ankrum ... Dr. Ralph Fleming
Patrick Aherne ... Reporter #1
Sherry Moreland ... Garota marciana
John Dutra ... Físico
Kathy Marlowe ... Reporter #2
James Conaty ... Médico
Sam Harris ... Reporter na sala de imprensa
Judd Holdren ... Reporter #3
Stuart Holmes ... Reporter #4
Bert Stevens ... Reporter #5








O diretor de Rocketship X-M, Kurt Neumann, nasceu na Alemanha e dirigiu mais de 60 filmes. Em 1945 produziu e dirigiu alguns episódios de Tarzan. Infelizmente morreu um mês depois da estréia daquele que foi seu maior sucesso de bilheteria, o filme “The Fly” no Brasil chamado de “A mosca da cabeça branca” de 1958, cujo remake “A mosca”, feito décadas depois, também teve grande sucesso.






Os protagonistas de Rocketship X-M fizeram muitos outros filmes de sucesso. Lloyd Bridges (Coronel Floyd) participou de mais de 200 filmes, com destaque para as comédias Top Gang, Querida estiquei o bebê, Apertem os cintos o piloto sumiu, e várias séries para a TV como Battlestar Galáctica em sua primeira versão e Sea Hunt. É pai dos atores Jeff Bridges (Tron, Homem de Ferro) e Beau Bridges (Stargate, Bonanza).





Osa Massen atuou em várias séries para a tv no período de 1954 até 1962.

John Emery também atuou em vários filmes e séries para a TV até o ano de sua morte, 1964.

Noah Beery Jr participou de mais de 160 filmes e seriados, entre eles Magnum, A ilha da fantasia e Bonanza e filmes como “Rio Vermelho”.



Hugh O'Brian fez 111 participações em filmes e seriados para a TV,

Morris Ankrum é um recordista. Participou de mais de 260 prduções para a tv e cinema, sendo muitos de ficção científica. Esteve ativo até 1964, o ano de sua morte.








Assistir Rocketship X-M - Da Terra à Lua - on line



Destination Moon - A Conquista da Lua - Irving Pichel - 1950 - Legendado



Destination Moon foi um marco da ficção científica. Filme baseado no livro de Robert Heinlein “Rocketship Galileo” com a excelente direção de Irving Pichel. Realizado nos EUA em 1950 e conhecido no Brasil como “Destino à Lua” e em Portugal “A Conquista da Lua”.

Foi a primeira obra cinematográfica onde a viagem a lua buscou um elevado nível de detalhamento técnico além de grande preocupação com o realismo. Tanto assim que ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais de 1950.

Chama a atenção as cenas de aceleração da nave onde se mostra um efeito distorcendo o rosto dos atores. A vista panorâmica da paisagem lunar é muito bacana e foi feita com uma pintura com mais de 4 metros de altura montada sobre rodas e passava pela câmera. Para fazer as estrelas brilhantes foram mais de 500 furos na pintura iluminando-se o conjunto por trás. A ausência de gravidade também foi muito bem simulada e mesmo tendo passado mais de meio século ainda é muito legal.



Para fazer as roupas espaciais aparentarem estar no vácuo foram ajustadas e preenchidas até parecerem estar infladas, mas o preenchimento e as fortes luzes do estúdio ficavam tão quentes que os atores somente as usavam por apenas alguns minutos de cada vez.

A superfície da lua é uma reprodução de um lago seco, e embora cientificamente impreciso, acabou dando um ótimo panorama lunar.





Outra curiosidade é que o foguete utiliza água aquecida por um reator nuclear. Este sistema, embora com aquecimento elétrico, foi realmente usado em pequenos foguetes não-tripulados e tanto os EUA como a União Soviética tentaram construir aviões movidos a energia nuclear mas abandonaram o conceito por ser muito arriscado.





Como nem tudo dá certo, para nossa alegria, o filme tem erros como por exemplo durante as primeiras cenas em gravidade zero alguns dos fios que sustentam os astronautas são visíveis e embora os personagens mencionem que os sinais de rádio demoram 3 segundos para viajar entre a terra e a lua, as respostas da terra chegam quase instantaneamente durante os diálogos com os homens na lua. Em alguns momentos também é possível ver a iluminação do estúdio na viseira dis astronautas. Mas isso tudo só serve para tornar ainda mais divertido assistir esse filme.


 






A história mostra o cientista Charles Cargraves (Warner Anderson) o ex-militar Thayer (Tom Powers) e o industrial Jim Barnes (John Archer) que se unem com o objetivo de dar início a exploração do espaço.

 

Os três começam a planejar e construir uma nave espacial - chamada "Luna" - no deserto de Mojave. Essa nave vai levar os primeiros homens à Lua e voltar para a Terra depois de cumprida a missão. Porém, forças políticas contrárias – uma óbvia alusão à URSS - divulgam na imprensa forte propaganda contra a missão. Eles não desistem, ao contrário, antecipam a decolagem mesmo sem ajuda do governo conseguindo chegar na lua e montar uma base. O grupo não tem certeza quanto ao retorno, pois um cálculo errado subestimou a quantidade de combustível para voltar e o foguete precisa diminuir sua carga ou não retornará à Terra.

Destaque também para a “participação” do Pica-Pau que aparece numa animação dentro do filme e ajuda a explicar como os foguetes funcionam. Foi essa a primeira vez que Grace Stafford, casada com Walter Lantz, fez a voz do Pica-Pau.





Ainda durante as filmagens, que levaram quase dois anos, foi feita uma grande campanha de divulgação para criar expectativa no público antes do lançamento. Mas a campanha também atraiu a atenção do produtor independente Robert L. Lippert que produziu paralelamente um filme de baixo orçamento com o mesmo tema. Esse filme chama-se Rocketship XM e também foi lançado em 1950. A intenção era faturar a bilheteria do público que confundiria os dois filmes, mas uma ação judicial obrigou Lippert a modificar a campanha de lançamento do seu filme e todo o material enviado aos expositores de "Rocketship XM" levava a frase: "Não é Destination Moon".





Elenco

John Archer.......Jim Barnes
Warner Anderson....Charles Cargraves
Tom Powers.......General Thayer
Dick Wesson.......Joe Sweeney
Erin O'Brien.......Emily Cargraves
Grace Stafford.......Voz Pica-pau
Franklyn Farnum.......Trabalhador
Knox Manning.......Não creditado
Mike Miller.......Não creditado
Irving Pichel.......Não creditado
Cosmo Sardo.......Não creditado
Bert Stevens.......Não creditado
Ted Warde.......Não creditado


























Assistir Destination Moon - A Conquista da Lua - on line


Kenneth Anger - Cineasta, louco, estranho e genial

Um cineasta realmente único. O underground do underground. Esse é Kenneth Anger com seus filmes hipnóticos, psicodélicos. Abaixo uma breve coletânea para assistir on line.

Lucifer Rising

Talvez o mais famoso curta-metragem do cineasta, louco, estranho e genial Kenneth Anger. Em 1966 contratou Bobby Beausoleil para compor as músicas do filme, mas o projeto foi abandonado em 1967 após um desentendimento entre os dois. Anger então usou o material para fazer outro curta-metragem denominado Invocation of My Demon Brother. Bobby Beausoleil foi acusado de assassinar Gary Hinman quando se envolveu com Charles Manson em 1970. Kenneth Anger retomou as filmagens alguns anos depois. Na prisão, Bobby Beausoleil escreveu e gravou a trilha sonora do filme. Jimmy Page também compôs uma trilha sonora para esse filme que acabou não sendo integrado a obra, mas as músicas foram lançadas recentemente pelo próprio Page.




Rabbit's Moon - 1950

Filmado em 35 mm o curta mostra um palhaço que decide ir para a lua onde vive um coelho. Conforme eu disse acima: Kenneth Anger é cineasta, louco, estranho e genial.




Inauguration of the Pleasure Dome - 1954

Figuras históricas, personagens bíblicos e criaturas míticas se reúnem na cúpula prazer. Afrodite, Lilith, Ísis, Kali, Astarte, Nero, Pan, a Grande Besta e a Mulher Escarlate são parte de uma festa visual de imagens sobrepostas, alucinações. A cúpula é prisão e celebração.




Invocation of My Demon Brother - 1969

Curta experimental cuja trilha sonora original foi composta por Mick Jagger. Montado a partir de recortes da primeira versão do filme Lucifer Rising quando o projeto foi suspenso pela primeira vez. Invocation of My Demon Brother foi premiado no Film Culture e seu diretor Kenneth Anger ganhou esse prêmio em cinco ocasiões diferentes.




The Man We Want To Hang - 2002

Uma obra mais recente que mostra um grande mosaico de imagens. Gostei muito desse filme, especialmente da boa música e algumas belíssimas imagens.


The Gunfighter - O Matador - Henry King - Gregory Peck - 1950


Agradecimentos ao Geraldão Movies, onde descobri esse filme.

Texto retirado do canal: "O famoso pistoleiro Jimmy Ringo cavalga até a cidade para encontrar seu verdadeiro amor, que não quer vê-lo. Ele não veio à procura de problemas, mas o problema encontra-o em cada esquina."

Mais informações IMDb.

Um filme muito bom, especialmente para os fãs de faroeste.




Assistir The Gunfighter - O Matador - on line


O Sétimo Selo - Det sjunde inseglet - The Seventh Seal - Ingmar Bergman - 1957

O vídeo utilizado nesta postagem está no Canal PeterUivante não fazendo parte do acervo enviado pelo TeleCineBrasil.


Poucos filmes me impressionaram tanto como "O Sétimo Selo". Fiquei (e ainda fico quando assisto novamente) uns bons minutos refletindo sobre a singular beleza da minha condição de ser finito.

Uma obra atemporal que mostra a morte como uma natural e inevitável consequência do existir. Ingmar Bergman ambienta a história na Idade Média em um momento onde a Guerra dos Cem anos, a peste negra e a inquisição assolavam e assombravam o continente expondo a natureza humana de forma crua e cercada de mitos.


São personagens e interpretações fantásticos. O protagonista joga xadrez com a morte e cada jogada adia seu momento final, o que proporciona tempo para buscar respostas aos seus questionamentos, tais como a existência de deus ou vida após a morte. Mas não encontra respostas - com exceção da brilhante análise feita por seu escudeiro ao observar a jovem acusada de bruxaria, que ao ser levada a fogueira parece entender que não há nada após a morte. É a imagem da desesperança. Uma cena marcante.

Na bíblia em Apocalipse, a parte que cita o sétimo selo fala em sete anjos que receberão sete trombetas que ao serem tocadas anunciarão o fim de humanidade. No filme, pela ótica dos personagens, a humanidade estaria realmente chegando ao seu final. Alguns sucumbiam à peste, outros à inquisição, outros ainda desapareceram nas cruzadas, e isso seria para eles e realização da profecia e o fim de tudo.

Mas o cavaleiro que retornava das cruzadas não estava certo disso, e seu encontro com a morte personificada, expõe sua sede de conhecimento e racionalidade.

Bergman criou a imagem do cavaleiro e a morte jogando xadrez, que são - em minha opinião - a melhor representação visual da condição humana, com suas fragilidades e virtudes. Só isso já seria um grande motivo para assistir a obra, mas ela vai além, muito além disso.




Elenco principal

Gunnar Björnstrand      ...         Jöns
Bengt Ekerot                ...          Morte
Nils Poppe                   ...         Jof
Max von Sydow           ...         Antonius Block
Bibi Andersson             ...         Mia




Elenco secundário

Inga Gill                  ...         Lisa (mulher do ferreiro)
Maud Hansson       ...         Bruxa
Inga Landgré          ...         Karin (mulher de Block)
Gunnel Lindblom     ...         Garota
Bertil Anderberg      ...         Raval
Anders Ek               ...         Monge
Åke Fridell              ...         Ferreiro
Gunnar Olsson     ... Albertus Pictor (pintor da igreja)
Erik Strandmark       ...         Jonas Skat


Elenco não creditado

Sten Ardenstam           ...         Cavaleiro
Harry Asklund             ...         Senhor feudal
Benkt-Åke Benktsson  ...      Mercador na estalagem
Tor Borong             ...         Fazendeiro na estalagem
Gudrun Brost          ...         Mulher na estalagem   
Ulf Johansson          ...         Cavaleiro
Tommy Karlsson     ...         Filho de Jof e Mia
Lars Lind                 ...         Jovem monge
Gordon Löwenadler  ...         Cavaleiro
Mona Malm              ...         Jovem grávida
Josef Norman           ...         Velho na estalagem
Karl Widh                 ...         Homem com muletas

Flagelados na procissão

Siv Aleros
Catherine Berg
Lena Bergman
Bengt Gillberg
Lars Granberg
Gunlög Hagberg
Gun Hammargren
Uno Larsson
Lennart Lilja
Monica Lindman
Helge Sjökvist
Georg Skarstedt
Ragnar Sörman
Lennart Tollén
Caya Wickström




Assistir O Sétimo Selo - The Seventh Seal on line


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...