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i-Diots

Excelente animação francesa que mostra de forma muito bacana o consumismo baseado na obsolescência programada que vivemos.

Serve muito para repensar determinados comportamentos que temos. Muitas vezes sem nem mesmo perceber.



O dia que a ISS navegou no TeleCineBrasil - 31 de março de 2013

Dia desses ao olhar o analytics do TeleCineBrasil percebi que um dos pontos - que mostrava a cidade onde estava um dos visitantes do blog - estava se movendo, e se movendo rápido. Não entendi o que estava acontecendo, pois cidades não costumam se mover...

Ao refinar a informação descobri que a referida localização era do ISS - International Space Station - que se move em torno da terra a velocidade média de 27.000 Km/h e a tripulação que estava por lá tinha acabado de chegar.

Nunca tinha imaginado que o TeleCineBrasil chegaria "tão longe". Achei a história curiosa e resolvi compartilhar - com um certo atraso mas está valendo.

Ao lado uma imagem com os tripulantes que estavam lá no dia 31 de março de 2013 e abaixo alguns prints que mostram o deslocamento da ISS quando um (ou mais) dos três aí do lado estava conectado ao TeleCineBrasil.

Como diria Spock - fascinante.





Cinema é cultura.
(Até no espaço)

O Hóspede - Anacã Agra e Ramon Porto Mota - 2011



Mais um curta nacional que descobri no Porta Curtas. Sinopse: Em uma pousada no interior da Paraíba, um estranho hóspede e um incidente misterioso deixam o proprietário inquieto e obcecado em descobrir quem é aquele homem e o que ele está fazendo ali.

Diretor: Anacã Agra, Ramon Porto Mota
Elenco: Fernando Teixeira, Soia Lira, Walmar Pessoa
Duração: 17 min      Ano: 2011        Bitola: Digital
País: Brasil Local de Produção: PB
Cor: P&B
Co-produção: Anacã Agra, Ramon Porto Mota
Fotografia: Jhésus Tribuzi
Roteiro: Anacã Agra, Ramon Porto Mota
Edição: Vito Quintans
Direção de Arte: João De Lima Neto
Edição de som: Vito Quintans
Montagem: Anacã Agra, Ramon Porto Mota
Interpretação musical: Vito Quintans

O TeleCineBrasil é exibidor do Porta-Curtas.

Assistir O Hóspede online



Estão roubando a sua praça.

A la conquête du Pôle - The Conquest of the Pole - Georges Méliès - 1912



Mais uma obra do genial Georges Méliès. Nessa aventura ele mostra cientistas reunidos para planejar uma viagem ao Pólo Norte. A viagem será muito mais agitada do que era de se esperar. Lembra em alguns aspectos o clássico "Viagem à Lua" de 1902.

Existem versões com duração maior, mas não sei se utilizaram cenas de outras obras ou são resultado de restauração mais atual. Curiosamente o filme parece mais primitivo do que outros anteriores.


Vale muito conhecer a obra, tanto pela história do cinema como também pela diversão que ela proporciona, mesmo um século depois.

Assistir A la conquête du Pôle - Georges Méliès - 1912 online


Leia. Pense. Divulgue
Filmes de Domínio Público X Direitos Autorais X Youtube
Estão roubando a sua praça.

Night of the Big Heat - Terence Fisher - Christopher Lee - Peter Cushing - 1967


É uma história sobre pessoas comuns em uma situação extraordinária. Enquanto a Grã-Bretanha está no mais profundo inverno, ao norte da ilha de Fara ocorre uma inexplicável onde de calor e as pessoas não têm idéia do motivo.

Uma curiosidade é que por causa das implicações sexuais sugeridas pelo título em francês (La nuit de la grande chaleur) alguns distribuidores daquele país acrescentaram cenas de sexo explícito a fim de explorar também o circuito francês de filmes adultos.

Christopher Lee ... Godfrey Hanson
Patrick Allen    ...  Jeff Callum
Peter Cushing   ... Dr. Vernon Stone
Jane Merrow   ...  Angela Roberts
Sarah Lawson ...  Frankie Callum
William Lucas ... Ken Stanley
Kenneth Cope   ... Tinker Mason
Percy Herbert ...  Gerald Foster
Thomas Heathcote ...  Bob Hayward
Anna Turner     ...  Stella Hayward
Jack Bligh        ...    Ben Siddle

Assistir Night of the Big Heat on line


Mais um filme que descobri no Geraldão Movies.

Rocketship X-M - Da Terra à Lua - Kurt Neumann - 1950


Quando George Pal anunciou a produção de Destination Moon além de criar grande expectativa no público chamou também a atenção do produtor independente Robert L. Lippert que decidiu pegar carona na propaganda e lançar Rocketship X-M, mas uma ação judicial obrigou Lippert a colocar a frase “Não é Destination Moon” no material de divulgação da época. Isso não impediu que ele alcançasse seu objetivo, pois gastou U$ 94.000 e lançou o filme quase três semanas antes de Destination Moon que custou em torno de U$ 600.000.
 


O nível da produção e fidelidade científica de Destination Moon é infinitamente superior a Rocketship XM, mas o filme tem seu charme. Especialmente para quem gosta de ficção B. Aliás, o sucesso de um filme em nada se relaciona com sua precisão científica. Ainda que o tema seja ficção científica.

Mesmo nos EUA a obra foi apresentada nos cinemas com diversos outros nomes como “None Came Back”, “Rocket to the Moon” e “Rocketship Expedition Moon” até ficar definido Rocketship X-M como definitivo.



Conta a história do lançamento do primeiro vôo à lua. Mas no caminho uma chuva de meteoritos modifica a rota do foguete que acaba indo parar no planeta Marte. A tripulação aterrissa no planeta e descobre vestígios de uma civilização extinta. Tudo indica que foi destruída por uma guerra nuclear, pois os níveis de radiação são muito altos. Ainda existem sobreviventes que vivem nas cavernas.

Os marcianos atacam a tripulação com paus e pedras e alguns astronautas são mortos. Os que sobrevivem voltam até o foguete para retornar a Terra. Erros nos cálculos acabam comprometendo a segurança do retorno por possível falta de combustível.

Certamente foi o primeiro filme a alertar sobre as conseqüências de uma guerra nuclear.

Olhando por uma perspectiva moderna Rocketship XM é uma ficção científica que acaba em comédia involuntária. Alguns exemplos de erros que tornam o filme engraçado estão os trajes espaciais que são jaquetas de couro e gravata – isso mesmo, os astronautas usam gravatas.


Divertido também o tempo que os astronautas esperam antes de embarcar no foguete, pois quinze minutos antes da decolagem eles estão numa coletiva com a imprensa e quando embarcam no foguete ficam surpresos por descobrir que só tem três minutos para a decolagem. Tem ainda o fato da ausência de gravidade só afetar alguns objetos (gaita, casaco) mas não outros (sanduíche, papéis, cabelos longos, laços) e curiosamente durante todo o filme os medidores de combustível permanecerem sempre no "vazio".

As seqüências em Marte são filmadas em "sépia", que ficou muito bacana, dando uma tonalidade avermelhada ao planeta e tudo que está nele.





Merece destaque o fato de Rocketship X-M ter um final trágico. Esse não é o tipo de final típico da década de 1950. Deixa uma clara mensagem de que apesar das eventuais tragédias a ciência deve continuar seu caminho.

O filme é tão machista que em alguns trechos os diálogos parecem piada. Por exemplo, no diálogo entre Floyd e a Dra. Lisa, onde ele pergunta: “Estive pensando, como é que uma menina como você entra em uma coisa como esta” – referindo-se ao fato dela ser uma cientista, ao que ela responde: “Eu suponho que você pensa que as mulheres só devem cozinhar, costurar e ter filhos.” O coronel retruca: “Não é o suficiente?” – aos olhos de hoje pode até parecer estranho mas acho que naquela época era muito natural essa visão da mulher.







Elenco

Lloyd Bridges  ... Coronel Floyd Graham
Osa Massen ... Dra. Lisa Van Horn
John Emery ...  Dr. Karl Eckstrom
Noah Beery Jr. ... Major William Corrigan
Hugh O'Brian   ... Harry Chamberlain
Morris Ankrum ... Dr. Ralph Fleming
Patrick Aherne ... Reporter #1
Sherry Moreland ... Garota marciana
John Dutra ... Físico
Kathy Marlowe ... Reporter #2
James Conaty ... Médico
Sam Harris ... Reporter na sala de imprensa
Judd Holdren ... Reporter #3
Stuart Holmes ... Reporter #4
Bert Stevens ... Reporter #5








O diretor de Rocketship X-M, Kurt Neumann, nasceu na Alemanha e dirigiu mais de 60 filmes. Em 1945 produziu e dirigiu alguns episódios de Tarzan. Infelizmente morreu um mês depois da estréia daquele que foi seu maior sucesso de bilheteria, o filme “The Fly” no Brasil chamado de “A mosca da cabeça branca” de 1958, cujo remake “A mosca”, feito décadas depois, também teve grande sucesso.






Os protagonistas de Rocketship X-M fizeram muitos outros filmes de sucesso. Lloyd Bridges (Coronel Floyd) participou de mais de 200 filmes, com destaque para as comédias Top Gang, Querida estiquei o bebê, Apertem os cintos o piloto sumiu, e várias séries para a TV como Battlestar Galáctica em sua primeira versão e Sea Hunt. É pai dos atores Jeff Bridges (Tron, Homem de Ferro) e Beau Bridges (Stargate, Bonanza).





Osa Massen atuou em várias séries para a tv no período de 1954 até 1962.

John Emery também atuou em vários filmes e séries para a TV até o ano de sua morte, 1964.

Noah Beery Jr participou de mais de 160 filmes e seriados, entre eles Magnum, A ilha da fantasia e Bonanza e filmes como “Rio Vermelho”.



Hugh O'Brian fez 111 participações em filmes e seriados para a TV,

Morris Ankrum é um recordista. Participou de mais de 260 prduções para a tv e cinema, sendo muitos de ficção científica. Esteve ativo até 1964, o ano de sua morte.








Assistir Rocketship X-M - Da Terra à Lua - on line



Destination Moon - A Conquista da Lua - Irving Pichel - 1950 - Legendado



Destination Moon foi um marco da ficção científica. Filme baseado no livro de Robert Heinlein “Rocketship Galileo” com a excelente direção de Irving Pichel. Realizado nos EUA em 1950 e conhecido no Brasil como “Destino à Lua” e em Portugal “A Conquista da Lua”.

Foi a primeira obra cinematográfica onde a viagem a lua buscou um elevado nível de detalhamento técnico além de grande preocupação com o realismo. Tanto assim que ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais de 1950.

Chama a atenção as cenas de aceleração da nave onde se mostra um efeito distorcendo o rosto dos atores. A vista panorâmica da paisagem lunar é muito bacana e foi feita com uma pintura com mais de 4 metros de altura montada sobre rodas e passava pela câmera. Para fazer as estrelas brilhantes foram mais de 500 furos na pintura iluminando-se o conjunto por trás. A ausência de gravidade também foi muito bem simulada e mesmo tendo passado mais de meio século ainda é muito legal.



Para fazer as roupas espaciais aparentarem estar no vácuo foram ajustadas e preenchidas até parecerem estar infladas, mas o preenchimento e as fortes luzes do estúdio ficavam tão quentes que os atores somente as usavam por apenas alguns minutos de cada vez.

A superfície da lua é uma reprodução de um lago seco, e embora cientificamente impreciso, acabou dando um ótimo panorama lunar.





Outra curiosidade é que o foguete utiliza água aquecida por um reator nuclear. Este sistema, embora com aquecimento elétrico, foi realmente usado em pequenos foguetes não-tripulados e tanto os EUA como a União Soviética tentaram construir aviões movidos a energia nuclear mas abandonaram o conceito por ser muito arriscado.





Como nem tudo dá certo, para nossa alegria, o filme tem erros como por exemplo durante as primeiras cenas em gravidade zero alguns dos fios que sustentam os astronautas são visíveis e embora os personagens mencionem que os sinais de rádio demoram 3 segundos para viajar entre a terra e a lua, as respostas da terra chegam quase instantaneamente durante os diálogos com os homens na lua. Em alguns momentos também é possível ver a iluminação do estúdio na viseira dis astronautas. Mas isso tudo só serve para tornar ainda mais divertido assistir esse filme.


 






A história mostra o cientista Charles Cargraves (Warner Anderson) o ex-militar Thayer (Tom Powers) e o industrial Jim Barnes (John Archer) que se unem com o objetivo de dar início a exploração do espaço.

 

Os três começam a planejar e construir uma nave espacial - chamada "Luna" - no deserto de Mojave. Essa nave vai levar os primeiros homens à Lua e voltar para a Terra depois de cumprida a missão. Porém, forças políticas contrárias – uma óbvia alusão à URSS - divulgam na imprensa forte propaganda contra a missão. Eles não desistem, ao contrário, antecipam a decolagem mesmo sem ajuda do governo conseguindo chegar na lua e montar uma base. O grupo não tem certeza quanto ao retorno, pois um cálculo errado subestimou a quantidade de combustível para voltar e o foguete precisa diminuir sua carga ou não retornará à Terra.

Destaque também para a “participação” do Pica-Pau que aparece numa animação dentro do filme e ajuda a explicar como os foguetes funcionam. Foi essa a primeira vez que Grace Stafford, casada com Walter Lantz, fez a voz do Pica-Pau.





Ainda durante as filmagens, que levaram quase dois anos, foi feita uma grande campanha de divulgação para criar expectativa no público antes do lançamento. Mas a campanha também atraiu a atenção do produtor independente Robert L. Lippert que produziu paralelamente um filme de baixo orçamento com o mesmo tema. Esse filme chama-se Rocketship XM e também foi lançado em 1950. A intenção era faturar a bilheteria do público que confundiria os dois filmes, mas uma ação judicial obrigou Lippert a modificar a campanha de lançamento do seu filme e todo o material enviado aos expositores de "Rocketship XM" levava a frase: "Não é Destination Moon".





Elenco

John Archer.......Jim Barnes
Warner Anderson....Charles Cargraves
Tom Powers.......General Thayer
Dick Wesson.......Joe Sweeney
Erin O'Brien.......Emily Cargraves
Grace Stafford.......Voz Pica-pau
Franklyn Farnum.......Trabalhador
Knox Manning.......Não creditado
Mike Miller.......Não creditado
Irving Pichel.......Não creditado
Cosmo Sardo.......Não creditado
Bert Stevens.......Não creditado
Ted Warde.......Não creditado


























Assistir Destination Moon - A Conquista da Lua - on line


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