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Rich and Strange - Ricos e estranhos - Alfred Hitchcock - 1931 - Legendado



Pode-se resumir o filme como um drama romântico que começa como uma comédia, desenvolve-se como um diário de viagem que inclui um naufrágio e carona em um junco chinês, terminando onde começou.

Os protagonistas são um casal - Fred (Henry Kendall) e Emily (Joan Barry) - que ganham uma viagem, oferecida por um tio rico, para fugir da rotina maçante e convencional. Na viagem eles se atrapalham com uma série de aventuras as quais resultam apaixonarem-se por outras pessoas. Depois de perder quase todo o dinheiro e suas vidas, eles finalmente voltam para casa.

 

Os quatro primeiros minutos do filme não tem diálogo e se poderia pensar que o filme é silencioso. Em uma sala lotada, livros estão fechando e as pessoas estão levantando. É o fim do dia. Multidões de trabalhadores enchem os corredores do prédio de escritórios, cada homem vestindo um chapéu idêntico preto, as mulheres também vestindo traje semelhante. Está chovendo e os empregados sair pela porta, dois a dois, abrindo seus guarda-chuvas em um único movimento. Todos menos um que é nosso herói, Fred Hill, em descompasso com seus colegas de escritório, luta com seu guarda-chuva por alguns segundos, mas este se recusa a abrir.

 
Depois de embarcar no transporte, não sem dificuldade, o primeiro item que chega aos seus olhos numa folha do jornal, pergunta: "Você está satisfeito com sua situação atual?". A resposta para a pergunta parece óbvia.

A obra lança mão de intertítulos em vários momentos ao longo da história, dizendo onde os personagens estão, o que estão olhando e fazendo, o que está prestes a acontecer, etc. Talvez para evocar alguma nostalgia pelo cinema mudo que via seu final pouco tempo antes. Acaba ficando meio engraçado.



Depois de muitos desencontros o casal acaba com uma quantidade mínima de dinheiro e compram um lugar em um navio que volta para a Inglaterra. Eles dividem uma pequena cabine, até que tarde da noite, acontece uma colisão e eles acabam presos. A água começa a infiltrar-se no quarto por baixo da porta. Eles estão prestes a morrer e todos os erros da viagem são perdoados e esquecidos. É certamente a seqüência capaz de gerar suspense mais genuíno que ao final acaba se mostrando até engraçada - quando no outro dia eles conseguem sair pela escotilha e chegar ao convés do barco que está abandonado à deriva – com o casal de pijama. Bem de longe (longe mesmo) a cena remete ao "The Navigator" de BusterKeaton.

 
O filme não se saiu bem, seja crítica ou financeiramente. Um revisor contemporâneo ao lançamento afirmou que "os admiradores do trabalho do Sr. Hitchcock ficarão insatisfeitos [...] o Sr. Hitchcock está claramente fora de forma".

O filme também é chamado de “East of Shanghai” que foi o nome usado quando estreou nos EUA. A versão para assistir on line aqui no blog tem a mesma duração da que foi aos cinemas dos EUA (82 min) sendo o original de 92 min.

 
 Mais Hitchcock: Fotos e filmes.

Informações e elenco completo no IMDb.



Assistir Rich and Strange on line




Le spectre rouge - The Red Spectre - Segundo de Chomón - 1907

 
Durante o início do século XX foram produzidas centenas de filmes curta-metragem que usavam truques de mágica "aumentados" com os recursos da nova arte que então surgia. A França era a capital da atividade cinematográfica.

Georges Méliès é o grande desbravador desses filmes, mas Le spectre rouge foi produzido no estúdio Pathé, através da colaboração entre Ferdinand Zecca e Segundo De Chomón – que também trabalharam com Méliès.




A ação dura apenas 9 minutos e quando acaba você se sente como se tivesse visitado outro mundo. As imagens coloridas à mão produzem um efeito muito interessante.

A impressão em cores foi descoberta jogada em um quintal no México e comprada por U$ 25,00.

Tem como cenário uma gruta onde está uma espécie de mago demoníaco que brinca com as almas de várias mulheres.




Ele as faz levitar, explodirem em chamas, coloca as cinzas em garrafas, as traz de volta à vida em miniatura, etc, mas em dado momento o mago se defronta com uma fada.

A história é meio difícil de seguir, mas o conflito central é uma luta entre as forças do bem e do mal.



Alguns efeitos são realmente notáveis. O primeiro é quando o mago coloca em garrafas de vidro mulheres em miniatura e as leva para frente do palco permitindo um close. O outro é a representação de um dispositivo muito parecido com televisão - sugerido por telas onde o mago assiste uma série de imagens em movimento.

Aqui está um verdadeiro marco cinematográfico: um filme que prevê a vinda da TV e atribui sua invenção a um demônio.



Assistir Le spectre rouge - The Red Spectre - on line




Drácula - Tod Browning x George Melford - 1931



Em 1931 foram lançados muitos filmes que se tornaram clássicos do cinema mundial.

Entre outros tivemos no Brasil Limite de Mário Peixoto, Chaplin lançou City Lights, na Alemanha Fritz Lang estreou M o vampiro de dusseldorf, James Whale estréia com o clássico Frankenstein.

Mas dois filmes de 1931, por uma série de particularidades, são realmente especiais.

Tem o mesmo título: "Dracula", foram filmados no mesmo estúdio e praticamente ao mesmo tempo, sendo um feito de dia e outro a noite. O roteiro é o mesmo, assim como o figurino é bem parecido.

Mas as semelhanças acabam por aí, e os filmes que tinham tudo para parecer uma mera cópia acabam ficando interessantemente diferentes.






O primeiro é falado originalmente em inglês e o segundo em espanhol. Essa foi a solução encontrada para alcançar públicos de línguas diferentes no tempo que o som ainda era uma novidade e dublagem ou legenda ainda nem sonhavam em existir.

O elenco também é outra diferença marcante entre os filmes. Na versão falada em inglês, o Bela Lugosi faz o papel do Conde de forma magistral, na versão em espanhol Carlos Villar faz o vampiro, e embora seja uma excelente interpretação, em alguns momentos sua expressão é forçada, parecendo imitar o Lugosi. Isso o deixa bastante caricato, sem contudo desmerecer o personagem ou o ator, pois copiar (bem) um mestre do terror dá valor ao filme.



As imagens desse post foram retiradas dos filmes - sempre a superior é do Tod Browning e a inferior de George Melford - para facilitar a comparação. Mas legal mesmo é assistir os dois comparando as cenas.

Fica claro que foram usados os mesmos cenários. Pessoalmente prefiro a parte visual da versão em espanhol.


O filme de Melford tem uma duração de 1h39m. O de Browning é bem menor, tendo 1h14m. O ritmo da versão em espanhol é mais lento, tendo muitas cenas com a duração um pouco maior, e acaba ficando com 25 minutos a mais no total.

Tod Browning teve um orçamento de U$ 355.000 enquanto George Melford teve U$ 66.000. Essa enorme diferença de orçamento não se reflete de forma proporcional no resultado final, devendo-se considerar no entanto que boa parte do orçamento da versão em inglês foi usada na contratação do elenco.






Bela Lugosi e Carlos Villar (cujo nome correto era Carlos Villarías) foram dois grandes atores, tendo o primeiro participado de 113 filmes entre 1917 e 1959, ano em que morreu durante as gravações de Plan 9 From Outer Space  dirigido por Ed Wood.

O espanhol Carlos Villarías participou de 87 filmes entre 1930 e 1953, incluindo uma versão mexicana da excelente história várias vezes filmada El hombre de la máscara de hierro que não consigo encontrar em nenhum lugar mas disseram-me que é muito bom.
 
Já assisti com Villarías a co-produção anglo-espanhola Tres historias de amor de 1953, que é muito legal, baseada no clássico Decamerão de Boccaccio.






Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) - Victor-Hugo Borges - 2005

Diretor: Victor-Hugo Borges
Elenco: Isabela Guasco, Mirian Muniz
Duração: 15 min     Ano: 2005     Bitola: 35mm
País: Brasil     Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Fotografia: Maurício Hirata
Roteiro: Victor Hugo Borges
Animação: Carlos Eduardo Nogueira, Érica Valle
Edição de som: Ricardo Reis
Produção Executiva: Mayra Lucas, Paulo Boccato
Montagem: André Franciolli
Música: Renato Lemos



Melhor Animação no Vitória Cine Vídeo em 2005
Melhor Curta no Goiânia Mostra Curtas em 2005
Melhor Curta - Júri Popular no Festival do Rio em 2005
Melhor Curta Infantil no Goiânia Mostra Curtas em 2005
Menção Honrosa ABD&C no Festival do Rio em 2005
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005
Prêmio Canal Brasil no Festival de Tiradentes em 2006
Prêmio CTAV no Festival do Rio em 2005
Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema em 2005
Prêmio Porta Curtas Festival do Rio no Festival do Rio em 2005
Prêmio TV Cultura no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005

Festival Internacional de Curtas de São Paulo
Anima Mundi
Cine PE
Festival do Rio

Assistir Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) on line
 

  TeleCineBrasil é exibidor do Porta Curtas

Curupira - Fábio Mendonça - Guilherme Ramalho - 2004

Curta nacional que mostra Clara, uma menina que mora em uma fazenda do interior. Sua alegria é a companhia dos animais. O Coronel Epaminondas, dono da fazenda, é um caçador cruel, cuja maldade acaba por chamar a atençao do Curupira - o protetor da floresta. Filme bem feito e final interessante.

Assistir Curupira on line

 
Gênero: Ficção
Diretor: Fábio Mendonça, Guilherme Ramalho
Elenco: Carolina Camargo de Barros, Luiz Fernando Rezende, Vitória Camargo de Barros
Duração: 13 min     Ano: 2004     Bitola: 16mm
País: Brasil     Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Produção: Anna Angelica Olivares, Jair Neto, Paula Madureira
Fotografia: Marcelo Durst
Roteiro: Fábio Camarneiro
Direção de Arte: Claudia Briza, Vanessa Utimura
Animação: Guilherme Alvernaz
Empresa(s) produtora(s): Digital, Trattoria Filmes
Produção Executiva: Carla Schertel
Montagem: Alex Lacerda, Guilherme Ramalho
Música: Kito Siqueira, Tiago Costa
Informações cedidas por: Kinoforum 

Melhor Curta - Jurí Oficial no Festival do Rio em 2005
Melhor Curta Infantil no Vitória Cine Vídeo em 2005
Melhor Direção de Arte no Mostra Londrina de Cinema em 2005
Melhor Fotografia no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual em 2006
Melhor Fotografia no Mostra Londrina de Cinema em 2005
 
Festival Internacional de Curtas de São Paulo
Mostra do Audiovisual Paulista
Festival do Rio
Cinema Paradise Film Festival
 
TeleCineBrasil é exibidor do Porta Curtas.

Scared to Death - Christy Cabanne - Bela Lugosi - 1947

Esse é um dos filmes mais malucos que já vi. Mostra, no necrotério, um mulher morta que narra como ela chegou até lá. O assassinato envolve um hipnotizador, um anão e uma misteriosa figura de máscara. Esse grupo aleatório de personagens se reune e as coisas acontecem. 

Filmado usando "Natural Color" ou Cinecolor - um processo (barato) de cores que dá um estranho ar vintage. Aliás, esse efeito, acho eu, foi a única coisa ligeiramente assustadora em todo o filme.

 
O diretor Christy Cabanne começou a carreira como assistente de DW Griffith e depois participou de vários filmes B entre 1912 e 1948 (veja relação).

O filme é especialmente interessante por duas razões. Primeirafilme com Bela Lugosi colorido - ele participou de "As noites de Viena" de 1930, mas em um papel menor; Segunda: é o primeiro filme a ser narrado por um personagem morto.

O diálogo - quando não estranho - é muito engraçado, e falado de tal forma que subverte a bobagem falada. Isso dá ao filme um encanto. Por exemplo, a fala do Lugosi - "Se eu fosse anunciado, eu duvido que seria recebido em qualquer lugar" quando chega na casa - é bem-humorada sinistra.



Mas há um outro "gigante" no filme além do Bela. Trata-se do anão Indigo interpretado por Angelo Rossitto. Ele foi  - entre outros personagens legais do cinema - a metade Master do Master Blaster em Mad Max Beyond Thunderdome III (1985)  e atuou ainda em mais de 80 filmes, sendo Freaks (1932) de Tod Browning um clássico.



 

De tanta doidera e sem muito sentido - "cabeça" cortada, anão, figura mascarada, diálogos estranhos, atuações que parecem amadoras - além dos erros na produção - equipamento de iluminação ocasionalmente visível na parte superior, sombra do camera visível nas paredes várias vezes ao longo do filme - e resultado inesperado - filme de terror que faz rir; a obra acaba se tornando uma espécie de antecessor de Ed Wood.

De certa forma precede o que seria o final de carreira e da vida de Lugosi.


Elenco

Bela Lugosi         ...     Prof. Leonide
George Zucco     ...     Dr. Joseph Van Ee
Nat Pendleton     ...     Bill Raymond
Molly Lamont      ...     Laura Van Ee / Laurette La Valle
Joyce Compton   ...     Jane Cornell
Gladys Blake       ...     Lilybeth
Roland Varno      ...     Ward Van Ee
Douglas Fowley  ...     Terry Lee
Stanley Andrews ...     Patologista
Angelo Rossitto   ...     Indigo
Lee Bennett        ...     Rene
Stanley Price      ...     Cirurgião

Esse é um filme na medida para aqueles que, como eu, gostam de assistir umas coisas esquisitas de vez em quando. Afinal, cinema não se traduz só pelas grandes produções ou filmes "cabeça", cinema é mais que isso. É também diversão non sense e barata, como eram os filmes feitos pelos desbravadores da grande arte no final do século XIX e início do XX.

Por isso, recomendo Scared to Death. E tenha certeza que será uma boa diversão.


 Assistir Scared to Death on line

Filme de domínio público.

Freaks - Tod Browning - Legendado - 1932


Daisy e Violet Hilton

Filme americano de 1932 dirigido e produzido por Tod Browning tendo o elenco composto, em sua maioria, por artistas de circo reais. Browning no início de sua carreira tinha trabalhado em um circo itinerante e grande parte do filme foi elaborado a partir de suas experiências.

"Freaks" mostra pessoas deformadas fisicamente que são honestas e honradas, enquanto os verdadeiros monstros são os "normais" que conspiram para assassinar um dos artistas e roubar sua herança. 

Começou a ser filmado em outubro de 1931 sendo concluído em dezembro. Teve sua primeira exibição foi em Los Angeles em 20 de fevereiro de 1932.




Frances O'Connor















Apesar do filme ter sofrido cortes extensos visando uma melhor receptividade por parte do público, foi, ainda assim, negativamente recebido criando forte controvérsia. Infelizmente as partes removidas do filme original são considerados perdidas.

Tod Browning, famoso por suas colaborações com Lon Chaney e por dirigir Bela Lugosi em Drácula (1931), teve sérios problemas para encontrar trabalho depois de Freaks, levando sua carreira a um fim precoce. Isso ocorreu porque seu elenco deformado foi chocante demais para os espectadores daquela época, levando os estúdios, como resultado da pressão proveniente de grupos religiosos, a descartar o diretor.

O filme foi proibido por 30 anos no Reino Unido, mas a partir de década de 1960, Freaks foi redescoberto como um filme cult e ao longo dos anos 1970 e 1980 foi exibido regularmente em sessões de cinema à meia-noite em várias salas pelo mundo. Em 1994 Freaks foi selecionado para preservação no Registro Nacional de Cinema dos Estados Unidos por ser cultural, historica e esteticamente significativo.


Curiosamente, ainda nos Estados Unidos, este filme foi proibido em vários estados e cidades e embora já não sejam aplicadas, algumas das leis que o proibiram nunca foram revogadas.

O romance na tela entre Hans e Frieda foi muito moderado, porque os papéis estavam sendo interpretados pelos irmãos Harry e Daisy Earles.


O ator anão Angelo Rossitto teve uma longa carreira de sucesso na TV e fez muitos outros filmes, incluindo a série Baretta e como metade do Blaster Master, ao lado de Mel Gibson, em Mad Max Beyond Thunderdome - Mad Max Além da Cúpula do Trovão.

Tod Browning tentou construir uma crítica a intolerância, mas várias partes dos diálogos que foram retirados eram os que mostravam o "normal" como repugnante e os "Freaks" como gentis e simpáticos. Sem esses diálogos - segundo o próprio diretor - a crítica perdeu a sua força.

Uma passagem quando o filme ainda estava sendo feito ocorreu no refeitório da MGM, quando o escritor F. Scott Fitzgerald almoçava, chegaram as irmãs Hilton - irmãs siamesas - e Fitzgerald foi para o banheiro vomitar.

Muitos atores e pessoal da equipe técnica sentiam-se horrorizados com a presença do elenco de Freaks, o que motivou a direção do estúdio a determinar que eles fizessem suas refeições do lado de fora, com exceção das "pessoas normais".


Elenco
Wallace Ford ... Phroso
Leila Hyams ... Vênus
Olga Baclanova ... Cleópatra
Roscoe Ates ... Roscoe
Henry Victor ... Hércules
Harry Earles ... Hans
Daisy Earles ... Frieda
Rose Dione ... Madame Tetrallini
Daisy Hilton ... gêmea siamesa
Violet Hilton ... gêmea siamesa
Schlitze ... ela mesma
Josephine Joseph ... metade homem metade mulher
Johnny Eck ... meio menino
Frances O'Connor ... garota sem braços
Peter Robinson ... esqueleto humano
Olga Roderick ... mulher barbada
Koo Koo ... ela mesma
Príncipe Randian ... O Torso Vivo (como Rardion)
Martha Morris ... Esposa de Angeleno
Elvira Snow ... Pinhead (Zip)
Jenny Lee Snow ... Pinhead (Pip)
Elizabeth Green ... Menina-pássaro
Angelo Rossitto ... Angeleno
Edward Brophy ... irmão de
Rollo
Matt McHugh ... irmão de Rollo
 
Elenco sem créditos
John Aasen ... Gigante
Ernie Adams ... Patrono
Demetrius Alexis ... Mr. Rogers
Hooper Atchley ... Doctoer
Jerry Austin ... atirador de facas anão
Sidney Bracey ... mordomo de Hans
Mathilde Comont ... Madame Bartet
Albert Conti ... dono da terra
Delmo Fritz ... Engolidor de espadas
Murray Kinnell ... vendedor


IMDb com mais informações.


Tod Browning (no centro) e elenco


Assistir Freaks on line


Cenas do filme
Filme de domínio público, mas no Youtube aparece várias vezes: "A incorporação foi desativada mediante solicitação".
SOLICITAÇÃO DE QUEM?
SOLICITAÇÃO COM BASE EM QUE FUNDAMENTO?
PQ O YOUTUBE ACATA SOLICITAÇÃO DE BLOQUEIO EM FILME DE DOMÍNIO PÚBLICO?


Nós, que temos blogs e somos, de certa forma, a alternativa de acesso a cultura gratuita e fora da grande mídia, temos que divulgar (cada vez mais) as ameaças à liberdade de expressão.

Leia. Pense. Divulgue. Participe.

The Pleasure Garden - Alfred Hitchcock - 1925



Esse foi o primeiro filme dirigido por Hitchcock e conta a história de Patsy Brand (Virginia Valli), que trabalha em um teatro chamado Pleasure Garden como dançarina. Ela se casa com Levett (Miles Mander), um soldado que vai servir em uma colônia inglesa. Ela conhece Jill Cheyne (Carmelita Geraghty), que é namorada de Hugh, amigo de Levett. Com a ajuda de Patsy, Jill começa a trabalhar no teatro. Levett e Hugh vão para as colônias e Patsy continua com sua vida em Londres. Jill facilmente esquece o namorado e vive uma vida agitada. Patsy vai para os Trópicos e descobre que Levett é alcoólatra e vive com uma nativa (Nita Naldi), o que a faz abandonar o marido. Após matar a nativa, Levett parece enlouquecer tenta matar também sua esposa.

Alfred Hitchcock e Alma Reville ficaram noivos durante as filmagens e se casaram em 02 de dezembro de 1926.




 
Elenco

Virginia Valli ... Patsy Brand
Carmelita Geraghty ... Jill Cheyne
Miles Mander ... Levett
John Stuart ... Hugh Fielding
Ferdinand Martini ... Mr. Sidey (como Ferd Martini)
Florence Helminger ... Sidey
Georg H. Schnell ... Oscar Hamilton (como George Snell)
Karl Falkenberg ... Príncipe Ivan (como C. Falkenberg)
Nita Naldi ... Nativa


Assistir The Pleasure Garden de Alfred Hitchcock on line


Vampyr – Der Traum des Allan Grey - Vampiro - Carl Theodor Dreyer - 1932



Vampyr (Título original em alemão Vampyr - Der Traum des Allan Grey) é um filme de horror de 1932, dirigido por Carl Theodor Dreyer e escrito por Dreyer e Christen baseado livremente em elementos do romance "Carmilla" de Sheridan Le Fanu.


 
Curiosamente foi idealizado como um filme mudo, sendo mais tarde adicionado o pouco diálogo em alemão, francês e inglês, mas mantendo-se os intertítulos característicos do cinema silencioso. Para as cenas com diálogos, os atores faziam os movimentos de seus lábios correspondentes as falas que iam ser inseridas na pós-produção. Todos os sons, como cães, pássaros e outros, foram feitas por sonoplastia e introduzidos posteriormente.

 

 

Vampyr foi financiado por Nicolas de Gunzburg - um aristocrata que concordou em financiar o próximo filme de Dreyer, em troca de  ter o papel principal. Criou então o pseudônimo Julian West, um nome que seria o mesmo em todas as três línguas que o filme iria ser feito.

Nicolas era francês, descendente da nobreza russa, que após alguns anos emigrou para os Estados Unidos onde se tornou um jornalista de moda e mentor de estilistas como Calvin Klein.

 

A maior parte do elenco não era de atores profissionais. Jan Hieronimko, que interpreta o médico da aldeia, foi encontrado em um trem de metrô em Paris. Outros atores foram encontrados em lojas e cafés.

Os únicos profissionais eram Maurice Schutz, que interpreta o Senhor da Aldeia, e Sybille Schmitz, que interpreta sua filha.

O filme foi idealizado em 1929 e filmado em locais reais entre 1930 e 1931.

 

Ao ser questionado sobre a intenção do filme na estréia em Berlim, Dreyer respondeu que "não teve qualquer intenção particular, só queria fazer um filme diferente de todos os outros filmes, queria abrir novos caminhos para o cinema”.

A crítica da época considerou o filme como ruim, principalmente na Alemanha, onde a obra teve várias cenas retiradas por imposição da censura.

Atualmente, muitos consideram o filme inovador, seja por sua atmosfera de pesadelo surreal ou pelas imagens - realmente - impressionantes. Pessoalmente, achei o ritmo meio lento.

Gunzburg - o patrocinador - desempenha o papel de Allan Grey, um estudante do ocultismo, que vagando sem rumo tarde da noite, chega em uma pousada isolada na aldeia de Courtempierre. Aos poucos descobre que estranhos eventos ocorrem na localidade.

São assassinatos, mortes súbitas e doenças inexplicáveis, além da presença de criaturas estranhas. Depois de se submeter a uma transfusão de sangue para salvar uma menina, Allan fica muito enfraquecido começa a ter alucinações, vendo-se ser enterrado vivo. Já recuperado, ele descobre que tudo é devido à presença de um vampiro.


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