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La colonne de feu - Haggards She: The Pillar of Fire - Georges Méliès - 1899



Embora não seja claro a partir do próprio filme, a base literária de “The Pillar of Fire” é o romance “She” de H. Rider Haggard lançado em 1887. Esta foi a primeira adaptação cinematográfica da obra que também teve a versão de 1935 com Helen Gahagan, Randolph Scott e Nigel Bruce e outra de 1965 com Ursula Andress, John Richardson e Peter Cushing.



 



A película mostra uma sala com estátuas grotescas onde um demônio verde surge e executa uma dança. Logo após ele usa um fole para aumentar o fogo até que uma mulher com um vestido branco emerge. Ela também faz uma daança bastante interessante onde o vestido vai mudando de cor.

A mulher que executa a dança no filme de Méliès é interpretada por Jeanne d'Alcy, sua futura esposa.




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The Quatermass Xperiment - Terror que mata - Val Guest - Legendado - 1955

 
A história mostra um foguete que é lançado ao espaço pela equipe liderada pelo Professor Bernard Quatermass (Brian Donlevy), mas quando retorna dois dos três membros da tripulação desapareceram misteriosamente. O terceiro astronauta retorna vivo, Victor Carroon (Richard Wordsworth), mas começa a sofrer uma lenta metamorfose.

Durante o avanço da transformação começa a matar seres humanos e animais para se alimentar, e passa a ser seguido pelo Inspetor Lomax (Jack Warner). Quatermass percebe então que este é o caminho escolhido por uma forma alienígena de vida para invadir a Terra.

É o velho, mas sempre novo, tema de Prometeu retomado num argumento onde tudo gira em torno de um cientista de tal forma obcecado com o seu ofício que acaba tornando-se o "vilão" da história.




Os efeitos especiais vistos hoje, como é bastante comum, são rudimentares. A nave espacial é um brinquedo, o monstro é pouco convincente, mas deve-se concentrar na história, que realmente vale a pena conhecer.

A narrativa é envolvente e o tipo de problema que suscita e traz à reflexão é até hoje relevante que as eventuais falhas acabam por ficar em segundo plano.

A ação é tão bem construída que transforma "The Quatermass Experiment" em um filme B respeitável.

O invulgar "Xperiment" no título apontou para os cinéfilos britânicos que este foi o primeiro filme com alguma restrição exibido por lá. Explico: A British Board of Film Censors havia instituído o uso do "X" para indicar que certos filmes tinham temas que poderiam ser muito fortes para pessoas com menores de 16 anos. O título do filme explorou isso pela grafia da palavra "Xperiment".


 


Esse filme foi um remake de uma série da BBC para a TV em 6 capítulos de 1953 denominada The Quatermass Experiment.

O filme teve também várias sequências e refilmagens. Foram elas Quatermass II: Enemy from Space (1957), Five Million Years to Earth (1967), The Quatermass Conclusion (1979), Quatermass (1979) e The Quatermass Experiment (2005).

Curiosamente o filme alcançou mais visibilidade quando em 1956 os pais de Stewart Cohen quiseram processar a United Artists depois que o menino, de nove anos, morreu no lobby do cinema.
 
Alguns anos depois o caso entrou para o Livro Guinness dos Recordes como o único caso conhecido de alguém que, literalmente, morreu de medo em um filme de terror.




The Quatermass Xperiment
Frankenstein
A atriz, e anos depois noiva de Paul McCartney, Jane Asher faz o papel da menina que tenta ficar amiga de Victor Carroon. O encontro casual é uma clara referência ao clássico Frankenstein, na cena onde a pequena Maria e o monstro se encontram na beira do lago.



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Le spectre rouge - The Red Spectre - Segundo de Chomón - 1907

 
Durante o início do século XX foram produzidas centenas de filmes curta-metragem que usavam truques de mágica "aumentados" com os recursos da nova arte que então surgia. A França era a capital da atividade cinematográfica.

Georges Méliès é o grande desbravador desses filmes, mas Le spectre rouge foi produzido no estúdio Pathé, através da colaboração entre Ferdinand Zecca e Segundo De Chomón – que também trabalharam com Méliès.




A ação dura apenas 9 minutos e quando acaba você se sente como se tivesse visitado outro mundo. As imagens coloridas à mão produzem um efeito muito interessante.

A impressão em cores foi descoberta jogada em um quintal no México e comprada por U$ 25,00.

Tem como cenário uma gruta onde está uma espécie de mago demoníaco que brinca com as almas de várias mulheres.




Ele as faz levitar, explodirem em chamas, coloca as cinzas em garrafas, as traz de volta à vida em miniatura, etc, mas em dado momento o mago se defronta com uma fada.

A história é meio difícil de seguir, mas o conflito central é uma luta entre as forças do bem e do mal.



Alguns efeitos são realmente notáveis. O primeiro é quando o mago coloca em garrafas de vidro mulheres em miniatura e as leva para frente do palco permitindo um close. O outro é a representação de um dispositivo muito parecido com televisão - sugerido por telas onde o mago assiste uma série de imagens em movimento.

Aqui está um verdadeiro marco cinematográfico: um filme que prevê a vinda da TV e atribui sua invenção a um demônio.



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Drácula - Tod Browning x George Melford - 1931



Em 1931 foram lançados muitos filmes que se tornaram clássicos do cinema mundial.

Entre outros tivemos no Brasil Limite de Mário Peixoto, Chaplin lançou City Lights, na Alemanha Fritz Lang estreou M o vampiro de dusseldorf, James Whale estréia com o clássico Frankenstein.

Mas dois filmes de 1931, por uma série de particularidades, são realmente especiais.

Tem o mesmo título: "Dracula", foram filmados no mesmo estúdio e praticamente ao mesmo tempo, sendo um feito de dia e outro a noite. O roteiro é o mesmo, assim como o figurino é bem parecido.

Mas as semelhanças acabam por aí, e os filmes que tinham tudo para parecer uma mera cópia acabam ficando interessantemente diferentes.






O primeiro é falado originalmente em inglês e o segundo em espanhol. Essa foi a solução encontrada para alcançar públicos de línguas diferentes no tempo que o som ainda era uma novidade e dublagem ou legenda ainda nem sonhavam em existir.

O elenco também é outra diferença marcante entre os filmes. Na versão falada em inglês, o Bela Lugosi faz o papel do Conde de forma magistral, na versão em espanhol Carlos Villar faz o vampiro, e embora seja uma excelente interpretação, em alguns momentos sua expressão é forçada, parecendo imitar o Lugosi. Isso o deixa bastante caricato, sem contudo desmerecer o personagem ou o ator, pois copiar (bem) um mestre do terror dá valor ao filme.



As imagens desse post foram retiradas dos filmes - sempre a superior é do Tod Browning e a inferior de George Melford - para facilitar a comparação. Mas legal mesmo é assistir os dois comparando as cenas.

Fica claro que foram usados os mesmos cenários. Pessoalmente prefiro a parte visual da versão em espanhol.


O filme de Melford tem uma duração de 1h39m. O de Browning é bem menor, tendo 1h14m. O ritmo da versão em espanhol é mais lento, tendo muitas cenas com a duração um pouco maior, e acaba ficando com 25 minutos a mais no total.

Tod Browning teve um orçamento de U$ 355.000 enquanto George Melford teve U$ 66.000. Essa enorme diferença de orçamento não se reflete de forma proporcional no resultado final, devendo-se considerar no entanto que boa parte do orçamento da versão em inglês foi usada na contratação do elenco.






Bela Lugosi e Carlos Villar (cujo nome correto era Carlos Villarías) foram dois grandes atores, tendo o primeiro participado de 113 filmes entre 1917 e 1959, ano em que morreu durante as gravações de Plan 9 From Outer Space  dirigido por Ed Wood.

O espanhol Carlos Villarías participou de 87 filmes entre 1930 e 1953, incluindo uma versão mexicana da excelente história várias vezes filmada El hombre de la máscara de hierro que não consigo encontrar em nenhum lugar mas disseram-me que é muito bom.
 
Já assisti com Villarías a co-produção anglo-espanhola Tres historias de amor de 1953, que é muito legal, baseada no clássico Decamerão de Boccaccio.






Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) - Victor-Hugo Borges - 2005

Diretor: Victor-Hugo Borges
Elenco: Isabela Guasco, Mirian Muniz
Duração: 15 min     Ano: 2005     Bitola: 35mm
País: Brasil     Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Fotografia: Maurício Hirata
Roteiro: Victor Hugo Borges
Animação: Carlos Eduardo Nogueira, Érica Valle
Edição de som: Ricardo Reis
Produção Executiva: Mayra Lucas, Paulo Boccato
Montagem: André Franciolli
Música: Renato Lemos



Melhor Animação no Vitória Cine Vídeo em 2005
Melhor Curta no Goiânia Mostra Curtas em 2005
Melhor Curta - Júri Popular no Festival do Rio em 2005
Melhor Curta Infantil no Goiânia Mostra Curtas em 2005
Menção Honrosa ABD&C no Festival do Rio em 2005
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005
Prêmio Canal Brasil no Festival de Tiradentes em 2006
Prêmio CTAV no Festival do Rio em 2005
Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema em 2005
Prêmio Porta Curtas Festival do Rio no Festival do Rio em 2005
Prêmio TV Cultura no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2005

Festival Internacional de Curtas de São Paulo
Anima Mundi
Cine PE
Festival do Rio

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  TeleCineBrasil é exibidor do Porta Curtas

Satan s'amuse - Satan at Play - Segundo de Chomon - 1907

Os filmes do primeiro cinema são em sua maioria como um maravilhosos show de mágica. Satan s´amuse não é diferente.

Uma obra fantástica, especialmente considerando que foi produzido em 1907, mostra o capetão realizando uma sequência de vários truques.

O filme é parcialmente colorido usando a técnica de colorir a mão cada quadro da película.



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Scared to Death - Christy Cabanne - Bela Lugosi - 1947

Esse é um dos filmes mais malucos que já vi. Mostra, no necrotério, um mulher morta que narra como ela chegou até lá. O assassinato envolve um hipnotizador, um anão e uma misteriosa figura de máscara. Esse grupo aleatório de personagens se reune e as coisas acontecem. 

Filmado usando "Natural Color" ou Cinecolor - um processo (barato) de cores que dá um estranho ar vintage. Aliás, esse efeito, acho eu, foi a única coisa ligeiramente assustadora em todo o filme.

 
O diretor Christy Cabanne começou a carreira como assistente de DW Griffith e depois participou de vários filmes B entre 1912 e 1948 (veja relação).

O filme é especialmente interessante por duas razões. Primeirafilme com Bela Lugosi colorido - ele participou de "As noites de Viena" de 1930, mas em um papel menor; Segunda: é o primeiro filme a ser narrado por um personagem morto.

O diálogo - quando não estranho - é muito engraçado, e falado de tal forma que subverte a bobagem falada. Isso dá ao filme um encanto. Por exemplo, a fala do Lugosi - "Se eu fosse anunciado, eu duvido que seria recebido em qualquer lugar" quando chega na casa - é bem-humorada sinistra.



Mas há um outro "gigante" no filme além do Bela. Trata-se do anão Indigo interpretado por Angelo Rossitto. Ele foi  - entre outros personagens legais do cinema - a metade Master do Master Blaster em Mad Max Beyond Thunderdome III (1985)  e atuou ainda em mais de 80 filmes, sendo Freaks (1932) de Tod Browning um clássico.



 

De tanta doidera e sem muito sentido - "cabeça" cortada, anão, figura mascarada, diálogos estranhos, atuações que parecem amadoras - além dos erros na produção - equipamento de iluminação ocasionalmente visível na parte superior, sombra do camera visível nas paredes várias vezes ao longo do filme - e resultado inesperado - filme de terror que faz rir; a obra acaba se tornando uma espécie de antecessor de Ed Wood.

De certa forma precede o que seria o final de carreira e da vida de Lugosi.


Elenco

Bela Lugosi         ...     Prof. Leonide
George Zucco     ...     Dr. Joseph Van Ee
Nat Pendleton     ...     Bill Raymond
Molly Lamont      ...     Laura Van Ee / Laurette La Valle
Joyce Compton   ...     Jane Cornell
Gladys Blake       ...     Lilybeth
Roland Varno      ...     Ward Van Ee
Douglas Fowley  ...     Terry Lee
Stanley Andrews ...     Patologista
Angelo Rossitto   ...     Indigo
Lee Bennett        ...     Rene
Stanley Price      ...     Cirurgião

Esse é um filme na medida para aqueles que, como eu, gostam de assistir umas coisas esquisitas de vez em quando. Afinal, cinema não se traduz só pelas grandes produções ou filmes "cabeça", cinema é mais que isso. É também diversão non sense e barata, como eram os filmes feitos pelos desbravadores da grande arte no final do século XIX e início do XX.

Por isso, recomendo Scared to Death. E tenha certeza que será uma boa diversão.


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Filme de domínio público.

Frankenstein - James Whale - Boris Karloff - Legendado - 1931

Close de Boris Karloff com a maquiagem do mostro
"Frankenstein ou o Moderno Prometeu", no título original, mais conhecido por Frankenstein, livro de Mary Shelley, conta a história de Victor Frankenstein, um estudante que dá vida a um monstro em seu laboratório.

Esse livro serviu de base para vários filmes, sendo o estrelado por Boris Karloff de 1931 um marco do cinema.

Detalhe da parede da torre com sua simetria "a la Caligari"
No filme, Henry Frankenstein (Colin Clive) trabalha em experiências que buscam a criação e perpetuação da vida. Seu assistente Fritz (Dwight Frye), o ajuda a reunir partes de corpos para criar uma vida "nova". Mas os seus experimentos não saem conforme planejado.

Frankenstein é uma obra-prima. A abertura já mostra a atmosfera que continua ao longo do filme. O fato de ter sido feito em um estúdio, onde o céu é pintado, por exemplo, contribui para essa atmosfera de claustro e até um um toque surrealista.
 
 


O interior da torre, onde fica o laboratório Frankenstein, é sem dúvida, inspirado na estética dos filmes expressionistas alemães, como O Gabinete do Dr. Caligari de 1920.
 
Embora possa parecer datada, a técnica de desvanecer para preto entre as cenas amplifica a sensação de "capítulos" na história e dá um sentido eficaz da passagem do tempo entre as cenas.
 


Visão geral do laboratório - aparelhagem lembra o laboratório de Metrópolis

Fritz acidentalmente quebrou o vidro onde estava o cérebro normal e levou esse aí no lugar, mas omitiu o fato ao Dr. Frankeinstein - sempre me perguntei como seria o monstro se o outro cérebro (o normal) tivesse sido usado

Uma das grandes cenas do filme















Quando a pequena Maria (Marilyn Harris) encontra o monstro na beira do lago, ela está segurando um gato, mas quando a cena passa para uma abertura maior o gatinho desaparece.

O Monstro (Karloff) e Elizabeth (Mae Clarke)

Na versão americana que passou nos cinemas, quando o monstro fica sem flores e procura algo para jogar na água, ele olha para Maria e se move em direção a ela, a cena termina aqui. Mas, como originalmente filmada, a ação continua, o monstro segura Maria, arremessando-a para o lago, em seguida, fica confuso quando Maria não consegue flutuar como as flores fizeram. Essa parte foi excluída porque os censores estadunidenses acharam-na muito violenta.





No filme originalmente lançado, na cena que Dr. Frankenstein dá vida ao Monstro proferiu a frase: "Agora eu sei o que é ser deus!" (Now I know what it's like to be god!), mas quando foi relançado - no final dos anos 30 - os censores estadunidenses exigiram que essa frase fosse removida por ser uma "blasfêmia". A solução foi inserir um forte trovão na trilha sonora. O som original foi parcialmente restaurado no lançamento em vídeo e voltou para a trilha sonora após ter sido encontrado em um disco "Vitaphone".


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Dracula - George Melford - Legendado - 1931

Esse é um filme muito especial e só existe por conta de uma idéia dos executivos da indústria do cinema de fazer o mesmo filme em duas versões, uma com os atores falando espanhol e outra em inglês. Isso ocorreu como solução para exibir filmes sonoros em diferentes países antes de existir a dublagem ou legenda.

Essa versão em espanhol era destinada aos países da América Latina, que salvo raras exceções, tem o espanhol como língua e constituíam na época a maior bilheteria de língua não inglesa.

 
Foi produzido e lançado no mesmo ano de Drácula - dirigido por Tod Browning - e para reduzir o custo das produções foram ambos filmados no mesmo estúdio. Porém, o outro filme era o principal e sobrava para Melford os horários vagos - normalmente as noites e madrugadas. Para efeito de comparação, enquanto o Drácula de Browning teve um orçamente estimado de U$ 355,000 o de Melford teve U$ 66,000.

Mesmo com um orçamente muito menor, é considerado por muitos tecnicamente superior ao seu clone, perdendo porém nas atuações. Mas como concorrer com Bela Lugosi?
 
Na verdade, em algumas cenas (para diminuir o custo) era o Bela Lugosi mesmo, mas são cenas onde não é possível identicar os atores, que eram parecidos fisicamente.

Elenco

Carlos Villarías ... Conde Drácula
Bela Lugosi ... Conde Drácula (não creditado)
Lupita Tovar ... Eva Seward
Barry Norton ... Juan Harker
Pablo Alvarez Rubio ... Renfield
Eduardo Arozamena ... Prof Van Helsing
José Soriano Viosca ... Doutor Seward
Carmen Guerrero ... Lucia Weston
Amelia Senisterra ... Marta
Manuel Arbó ... Martín
Geraldine Dvorak ... Noiva de Drácula nas catacumbas (não creditado)
Cornelia
Thaw ... Noiva de Drácula nas catacumbas (não creditado)
Dorothy Tree ... Noiva de Drácula nas catacumbas (não creditado)

Link para assistir o Drácula de Tod Browning.


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